Tipos de vinho

Vinho rosé: frescura e leveza

Comer, beber e lazer

Enófilo e autor do blog "Comer, beber e lazer"

O vinho rosé combina uma frescura inigualável com um sabor leve e intenso. Durante anos visto como inferior ao vinho tinto e branco, tem conquistado um lugar de destaque à mesa nos últimos tempos. Descubra porquê.

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Enófilo e autor do blog "Comer, beber e lazer"

O vinho rosé é uma excelente escolha pela sua leveza, frescura, baixa graduação alcoólica e efeito estético. Mas tem também vários benefícios para a saúde, talvez desconhecidos para muitos consumidores. Descubra tudo sobre este vinho.

Os benefícios do vinho rosé 

O vinho rosé apresenta diversas vantagens. Estas são as principais.

Sabor e harmonização

A frescura e acidez do vinho rosé tornam-no perfeito para dias quentes. Por outro lado, é um tipo de bebida de fácil aceitação por todos os convidados à mesa, dos mais exigentes aos iniciados. E poucas bebidas harmonizam com uma tão grande variedade de pratos e especiarias, de peixe a carne ou entradas.

Combate ao envelhecimento

O consumo moderado de vinho está associado a uma maior longevidade e qualidade de vida. Muitos fatores podem explicar este fenómeno, em particular a presença substâncias antioxidantes capazes de ajudar o corpo na luta contra os radicais livres que danificam as nossas células e órgãos.

Saúde do coração

Por outro lado, os mesmos polifenóis são responsáveis por proteger os vasos sanguíneos no coração, o que poderá explicar a razão pela qual os cardiologistas recomendam, por norma, o consumo de 1 copo (mulher) ou 2 copos (homem) de vinho por dia de forma a prevenir doenças cardiovasculares. O vinho contribui também para a diminuição do colesterol LDL (habitualmente conhecido por “colesterol mau”), e aumento do colesterol HDL (habitualmente conhecido por “colesterol bom”).

Produção do vinho rosé 

O vinho rosé é conhecido pelas suas tonalidades rosadas mas pode adquirir uma cor rosa-pálido ou groselha-vivo. Provém maioritariamente de uvas tintas e pode ter origem em várias técnicas.

Prensa

As uvas tintas, depois de colhidas, desengaçadas e esmagadas, são prensadas. Para evitar oxidação e sabores herbáceos, a prensagem é suave e rápida. O mosto contém já alguma cor e o resultado final é um vinho leve, fresco e de cor rosa pálido.

Sangria

Segundo esta técnica, o vinho rosé é um subproduto da produção de vinho tinto, em que existe contacto pelicular por um período de 6 a 48 horas, dependendo da intensidade de cor final pretendida. Depois as películas são separadas do líquido e a fermentação inicia-se, produzindo vinhos rosés mais escuros, mais encorpados e mais alcoólicos.

Corte

Uma mistura de vinho tinto e branco já vinificado, com baixo controlo do produto final, sendo um processo menos benéfico para um rosé.

Origem do vinho rosé 

Muitos dos primeiros vinhos foram rosé, formados a partir da combinação de sobras do vinho tinto e vinho branco. Na Grécia Antiga, era considerado civilizado diluir o vinho - pensava-se que apenas os bárbaros consumiam vinho puro. 

No século VI a.C. as uvas colhidas na Grécia chegaram a Massalia (atual Marselha) no sul de França. Com uma cor naturalmente luminosa, o vinho tornou-se muito cobiçado em todo o Mediterrâneo.

Quando os romanos, mais tarde, tomaram posse dos territórios no sul de França, já conheciam os vinhos cor-de-rosa aclamados de Massalia. Aproveitaram as suas redes de comércio espalhadas pelo Mediterrâneo para comercializar o vinho e torná-lo ainda mais popular. Por esta razão, ainda hoje o sul da França é considerado o epicentro da produção de vinho rosé.

Como escolher vinho rosé

Existem vários fatores a ter em conta no momento de escolher o vinho rosé mais adequado. Estes são os principais.

Safra

Além disso, apesar de existirem algumas exceções à regra, deve sempre procurar um vinho rosé de uma época recente. Quanto mais nova a colheita for, maior será a frescura dessa bebida.

Seco ou doce

Para saber se o vinho será doce ou seco, o truque é ver a percentagem de álcool presente na bebida. Se o valor for superior a 11%, será certamente seco. Caso contrário será doce. Se preferir vinhos doces, saiba que quanto menor o conteúdo alcoólico, maior a doçura do vinho rosé.

Região

Quando procura o vinho rosé mais adequado para si, deve certificar-se que o vinho provém de uma região de confiança. Geralmente, regiões conhecidas pela produção de vinho tinto também exportam vinho rosé. Assim, se o vinho tinto de determinada região for do seu agrado, experimente o vinho rosé dessa mesma região. Provavelmente será uma escolha acertada.

As regiões do “Velho Mundo”, como Portugal, Espanha, Itália ou França têm vinhos tendencialmente mais secos e ácidos, enquanto que as regiões do “Novo Mundo”, como EUA, América do Sul ou Austrália, apresentam vinhos mais frutados e doces.

Cor

Lembre-se também de verificar a cor do vinho antes de o escolher. Se a bebida tiver uma cor mais escurecida, provavelmente terá um aroma mais frutado, ao contrário dos vinhos rosé de cor mais pálida.

Casta

Não se esqueça que qualquer uva de vinho tinto pode ser usada na criação de um vinho rosé. Assim, escolha a sua uva preferida, para influenciar o resultado final. Certamente será aposta ganha.

Como conservar

Para conservar da melhor forma o seu vinho rosé, deve colocá-lo em temperaturas entre os 10 e os 15 graus Celsius, com cerca de 57% de humidade, no escuro e com as garrafas na horizontal para permitir o contacto do vinho com a rolha. Por fim, a grande maioria dos vinhos rosé não deve ser conservada durante mais de 1 mês.

O que é que o vinho rosé tem?

O vinho rosé traz frescura e leveza a uma refeição especial. A sua versatilidade tanto em sabor como nos acompanhamentos torna esta bebida uma escolha segura. Mais, o seu consumo moderado permite a prevenção de doenças cardiovasculares, neurológicas e psiquiátricas. Passe pelas lojas do Continente ou visite o nosso website para conhecer todos os vinhos rosé de qualidade e a um preço acessível que oferecemos.