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Descubra os vinhos monocasta

Os vinhos monocasta são elaborados a partir de uvas de uma única casta. Saiba o que são castas e quais as nossas sugestões!
Vinhos Monocasta: tintas e brancas

Atualizado a 05/02/2026

  • Os vinhos monocasta destacam-se por serem produzidos a partir de uma única casta e permitirem descobrir aromas e características únicas de cada uva.
  • Por todo o território português há uma enorme diversidade de castas brancas e tintas, cada uma com características próprias e regiões de excelência.
  • No Continente, encontra uma enorme seleção de vinhos Monocasta ao melhor preço.
Arinto, Antão-Vaz, Aragonez, Touriga-Nacional. Provavelmente, já se deparou com uma destas designações ao escolher um vinho. Mas afinal, o que significam e de onde provêm estas castas e o que são os chamados vinhos monocasta?

O que são vinhos monocasta?


Quando dizemos que um vinho é monocasta, quer isto dizer que é elaborado a partir de uvas de uma única casta. Para além de monocasta, podemos também chamar de monovarietal. Mas porque se dá o nome de “monocasta”?

A palavra casta deriva do latim castus, que significa puro ou sem mistura. O termo “casta” foi adotado pelos viticultores portugueses com o intuito de identificar de forma genérica as centenas de variedades de uvas indígenas e importadas. A grande diversidade de castas únicas que a vinha portuguesa possui serviu a ancestral técnica de vinificação através do loteamento ou mistura de castas. Mais, a arte de criação do lote é uma marca da enologia nacional e reconhecida mundialmente.

Grande parte dos vinhos portugueses é elaborada a partir de lotes de várias castas. A vinificação separada das diferentes variedades, tanto na vinha como na adega, constitui uma prática enológica comum em Portugal, possibilitando uma gestão mais precisa da maturação e extração, com o objetivo de alcançar vinhos com características distintas.

O que são castas?


As castas estão identificadas no rótulo ou etiqueta da garrafa de vinho. É através dessa informação que é possível saber qual ou quais as castas que o vinho possui.

Em vinhos monocasta, é comum encontrar as castas Alvarinho e Loureiro, nos Vinhos Verdes, as castas Arinto em Bucelas, Encruzado no Dão, Castelão na Península de Setúbal ou Baga na Bairrada. São também cada vez mais frequentes vinhos monocasta de variedades francesas, que permitem descobrir novos aromas e sabores, como o Sauvignon Blanc, o Syrah ou o Cabernet Sauvignon.

Castas brancas em Portugal


Portugal é um dos países com maior área de produção de vinhos a nível mundial e conta com uma variedade invejável. São mais de 250 castas de uva autóctones e mais de 30 Denominações de Origem Protegida (DOP). Esta riqueza nacional é amplamente reconhecida a nível internacional, e este património único é liderado por castas brancas, como Arinto, Fernão-Pires (ou Maria-Gomes) e Roupeiro (ou Síria ou Crato Branco).

A estes juntam-se variedades mais locais, como o Encruzado no Dão, Códega-do-Larinho no Douro e Trás-os-Montes, Rabigato e Viosinho no Douro, e Fonte-Cal na Beira Interior. Além disso, merecem destaque outras castas como Trincadeira-das-Pratas, mais conhecida por Tamarez, no Tejo e Alentejo, Bical ou Borrado-das-Moscas na Bairrada e Dão, Antão-Vaz no Alentejo ou Arinto-dos-Açores e Verdelho na Madeira e Açores.

Há também variedades ibéricas brancas, como o Gouveio (ou Verdelho no Alentejo), Loureiro ou Alvarinho. E as castas internacionais, como Moscatel-Graúdo, Moscatel-Galego, Malvasia-Fina, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Viognier ou Riesling.

Como escolher vinhos brancos monocasta


Para acompanhar petiscos, saladas, mariscos, pequenos peixes e alguns queijos frescos ou de pouca cura, sugerimos que opte por brancos mais leves e sem madeira, usuais nas regiões atlânticas, do Vinho Verde, Bairrada e Lisboa. O verde branco Albenaz Jardim Secreto Premium, ou o Contemporal Loureiro são ótimas opções.

Opte por brancos densos e estruturados, típicos do Dão, Douro ou Beira Interior, ideais para harmonizar com peixes assados no forno, bacalhau de salga, pratos de aves, queijos intensos e curados ou enchidos tradicionais, como a alheira. O vinho Cabriz é uma excelente escolha para este tipo de combinação.

Prefira vinhos de fruta expressiva, típicos da região do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo, ou Algarve para peixes médios, como dourada ou robalo, massas, arrozes, cataplanas e queijos de meia-cura.

Na garrafeira Continente, irá encontrar, com estas características, o Valmaduro Sauvignon Blanc Premium Regional Lisboa e o Vinha da Valentina Viosinho Regional Península de Setúbal, por exemplo.

Castas brancas: as nossas sugestões


Reunimos alguns exemplos que demonstram a diversidade e qualidade dos brancos portugueses, assim como de algumas castas internacionais.

Casal Garcia Loureiro

Elaborado exclusivamente com a casta Loureiro, o Casal Garcia Loureiro apresenta um perfil aromático marcado por frescura e expressão floral, complementados por notas de frutos cítricos.

Aveleda Alvarinho Colheita Selecionada

O Aveleda Alvarinho Colheita Selecionada revela notas frescas de toranja, lima, casca de laranja e flores brancas. Excelente para apreciar a solo ou como acompanhamento de um delicioso prato de peixe.

QM Alvarinho

O QM Alvarinho combina frescura, fruta e notas minerais e tropicais, perfeito para acompanhar pratos de peixe, fritos, assados ou queijo brie. Este branco é produzido com uvas da casta Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço.

Adegamãe Quinta da Archeira

O Adegamãe Quinta da Archeira é produzido a partir da casta Chardonnay. Apresenta um aroma suave de frutas tropicais e notas florais delicadas. Fresco e equilibrado, é ideal para acompanhar bacalhau assado.

Villa Maria

Os aromas frescos e intensos, característicos da casta Sauvignon Blanc, tornam o Villa Maria Sauvignon Blanc um vinho verdadeiramente marcante. Proveniente da região de Marlborough, na Nova Zelândia, este vinho revela expressivas notas de frutas tropicais e citrinas. Quando servido bem fresco harmoniza na perfeição com tábuas de queijos, frutas e compotas.

Fiuza

O Fiuza, produzido na região do Tejo a partir da casta Sauvignon Blanc, apresenta um paladar fresco com notas de maracujá, frutas tropicais e algumas nuances florais. Combina bem com diferentes pratos, sobretudo os de peixe como este choco frito.

Castas tintas em Portugal


As castas tintas lideram em Portugal. Destas, as de maior relevo são a Touriga-Nacional e Trincadeira.  A estas podemos juntar as castas mais regionais Touriga-Franca (Douro), Sousão (Douro e Minho, conhecida por Vinhão), Baga (Bairrada), Castelão (Península de Setúbal, Tejo, Alentejo e Algarve) ou Moreto (Alentejo).

Das variedades ibéricas tintas encontramos a Aragonez (ou Tinta-Roriz), e das internacionais a Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon ou Pinot Noir.

Como escolher vinhos tintos monocasta


Para acompanhar leitão assado, chanfana ou dobrada, escolha tintos mais leves e frutados com pouca ou nenhuma madeira, de corpo elegante, tanino firme, e com frescura. Também acompanham bem jardineiras e feijoadas e as carnes fritas de aves e de porco. Estes vinhos encontram-se nas regiões atlânticas, do Vinho Verde, Bairrada e Lisboa e são excelentes opções para acompanhar alheiras ou queijos amanteigados.

Do Tejo, Alentejo, Península de Setúbal e Algarve chegam vinhos de aromas expressivos e complexos, com corpo médio, macio e arredondado. Combinam com aves, porco e caça, além de enchidos com especiaria, como os chouriços, e os queijos mais curados com ou sem pimentão. São exemplo disso o Vinha da Valentina Cabernet Sauvignon Regional Península de Setúbal, um monocasta da Casa Ermelinda Freitas, e o Tapada das Lebres Syrah Regional Alentejano.

Para vinhos do Douro, Dão e Beira Interior, mais concentrados e encorpados, de boa frescura e persistência, escolha as carnes vermelhas dos cortes mais exigentes, como os bifes, nacos e postas. Estes vinhos também são indicados para acompanhar peças de forno, como o cabrito ou o borrego, o javali ou veado, ou enchidos mais sólidos como os lombos.

Nesta gama, destacamos o Pedra Cavada Touriga Nacional DOC Douro.

Castas tintas: as nossas sugestões


Eis alguns vinhos de castas tintas que valem a pena acrescentar à lista de compras.

Parcela Velha By Tiago Cabaço

Proveniente da casta Alicante Bouschet, o Parcela Velha By Tiago Cabaço é um vinho tinto de aroma intenso e perfumado, de estrutura robusta. É uma excelente escolha para acompanhar bifes grelhados ou pratos de carne mais intensos.

Tapada das Lebres

Da região do Alentejo, a partir da casta Cabernet Sauvignon, o Tapada das Lebres apresenta uma cor granada profunda e aromas de fruta preta madura, pimenta doce e especiarias. Na boca revela corpo volumoso, taninos polidos e um final longo e elegante, reflexo do carácter da casta nesta região. Com estágio em barricas de carvalho francês e americano, é ideal para acompanhar pratos de carne.

Casa Ermelinda Freitas

Este Casa Ermelinda não passa despercebido pelos seus aromas de fruta preta madura, especiarias subtis e um toque balsâmico. É uma excelente opção para acompanhar carnes assadas, grelhados ou pratos de caça.

Guarda Rios

Já o Guarda Rios Signature, da casta Syrah, é um vinho tinto elegante e complexo. Surpreende pela frescura e aromas intensos de fruta preta madura e especiarias. Harmoniza perfeitamente com carne assada.

Ravasqueira

Por fim, da casta Touriga Nacional, sugerimos o Ravasqueira Touriga Nacional. Trata-se de um vinho tinto fresco, elegante e muito aromático, om aromas de fruta madura, ameixa e amoras. Para acompanhar carnes grelhadas, ensopados ou pratos de forno, esta é a escolha certa.

Os melhores vinhos monocasta estão no Continente


Escolha o vinho com que mais se identifica. Na Garrafeira Continente encontra uma vasta seleção para cada ocasião.


✅ Este artigo foi validado por um especialista na área.

Vinhos tintos monocasta

Vinhos brancos monocasta