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Carnes brancas ou carnes vermelhas?

Entre carnes brancas e carnes vermelhas, haverá um único vencedor? Conheça as diferenças e benefícios dos diferentes tipos de carne.
Carnes brancas ou carnes vermelhas? Esta questão não é de agora, mas a resposta é muito simples: ambas, na quantidade certa. Confira.

As carnes brancas e as carnes vermelhas devem fazer parte da nossa alimentação, desde que consumidas de forma moderada e consciente.

A Roda da Alimentação Mediterrânica recomenda o consumo diário de 1,5 a 4,5 porções de alimentos do grupo da carne, pescado e ovos (dependendo das necessidades energéticas individuais). Uma porção de carne corresponde a 30g de carne crua ou 25g de carne cozinhada.


Benefícios da carne para saúde

Consumida há milhares de anos, a carne no geral apresenta vários benefícios para a saúde humana, nomeadamente:
  • Fortalecimento dos músculos e ossos
    A carne é fornecedora de proteínas de elevado valor biológico, importantes para a manutenção e fortalecimento dos músculos e ossos.
  • Fonte de vitaminas e minerais
    A carne é fonte de minerais como o ferro, fósforo, potássio, zinco e selénio e de vitaminas, sobretudo do complexo B, e em particular vitamina B12. Esta vitamina não existe em produtos de origem vegetal e é essencial ao desenvolvimento humano e ao bom funcionamento do sistema nervoso e função psicológica.

  • Ferro de boa absorção
    O ferro encontrado na carne (ferro heme) é mais facilmente absorvido pelo organismo do que o ferro encontrado nos alimentos de origem vegetal (ferro não-heme). Combinar a carne com alimentos fornecedores de vitamina C, como os vegetais de folha verde-escura e citrinos, aumenta a absorção do Ferro.
Como distinguir carnes brancas e carnes vermelhas?

As carnes brancas provêm, geralmente, de aves e caça. Frango, coelho, pato, peru, ganso, codorniz, são alguns exemplos de carnes brancas.

Já as carnes vermelhas são normalmente de origem suína e bovina, tais como a vaca, o boi, o porco, a vitela, o veado, o borrego e o cordeiro.

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Carnes brancas vs. carnes vermelhas: qual a melhor?

Como referimos, ambos os tipos de carne trazem benefícios a quem os consome. Por exemplo, o frango é rico em niacina e vitamina B12, que contribuem para a manutenção do sistema nervoso e promovem uma normal função psicológica.

Para além disso, por ter uma quantidade significativa de fósforo, pode contribuir a saúde dos ossos, uma vez que este mineral contribui para a manutenção dos mesmos. É ainda fonte de potássio, riboflavina e vitamina B6.

Por sua vez, a carne de bovino tem alto teor em vitamina B12 e zinco, um mineral com ação antioxidante, uma vez que ajuda na prevenção das oxidações celulares indesejáveis, e é fonte de niacina, fósforo e potássio.

Peito de frango sem pele Bife de vaca cru

Kcal/100g

108

122

Lípidos (g/100g)

1,2

4,3

Ácidos gordos saturados (g/100g)

0,3

1,8

Proteína (g/100g)

24,1

20,9

Vitamina B12 (µg/100g)

0,37

2

Ferro (mg/100g)

0,5

1,4

Fósforo (mg/100g)

220

170

Potássio (mg/100g)

370

370

Zinco (mg/100g)

0,8

3,6

Apesar de ambas as opções serem benéficas para a saúde, deve-se privilegiar o consumo de carnes brancas, pois possuem um menor teor de gordura quando comparadas com as carnes vermelhas.

Além disso, é mais fácil retirar a gordura visível às carnes brancas (peles), enquanto que a gordura associada às carnes vermelhas é, muitas vezes, intramuscular.


Devo deixar de consumir carnes vermelhas?

As carnes vermelhas podem continuar a fazer parte da sua alimentação desde que consumida com moderação.

A Direção Geral de Saúde, suportada pelos dados da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC), recomenda, por precaução, o consumo de carnes vermelhas (vaca, porco, cabrito, entre outras) até 500g por semana, sendo que não existe um limite a partir do qual há um risco comprovado para o desenvolvimento de cancro.

Recomenda-se ainda os cortes com menos gordura e o consumo da pele deve ser evitado, pois é das partes que mais contém gorduras saturadas, consideradas prejudiciais para a saúde quando consumidas em excesso.


O segredo é variar

É importante alternar o consumo dos tipos de carne que inclui na sua alimentação, seguindo as recomendações da Roda Mediterrânica e mantendo uma alimentação equilibrada.

A par disso, deve também diversificar o modo como cozinha tanto as carnes brancas como as carnes vermelhas. Opte por grelhar, estufar e assar, uma vez que são tipos de confeção que envolvem menos gorduras.

O mais certo em qualquer regime alimentar é variar e não exagerar.