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Etapas da Gravidez

Mastite: o que é, como prevenir e como tratar

Saiba mais sobre a mastite, uma inflamação da mama comum durante a amamentação. Conheça os sintomas, as causas e formas de tratamento.
Mastite

Atualizado a 10/01/2026

A amamentação é uma fase especial para a mãe e para o bebé, mas não está livre de desafios. Um desses desafios é a mastite, uma inflamação dolorosa na mama que pode surgir durante o aleitamento materno.

Se está grávida ou a amamentar, é importante saber o que é a mastite, quais as causas mais comuns, que sinais de alarme não deve ignorar e, sobretudo, que medidas práticas a podem ajudar a prevenir e a tratar esta situação.

O que é a mastite?


A mastite durante a amamentação, também chamada mastite puerperal, é uma inflamação da glândula mamária que surge habitualmente no contexto do aleitamento.

É geralmente uma condição benigna e ocorre com maior frequência entre as seis e doze semanas de vida do bebé. Normalmente, afeta apenas uma mama, mas pode surgir em ambas.

Apesar de ser uma situação benigna e relativamente comum, a mastite provoca muito desconforto e, se não for tratada adequadamente, pode evoluir para complicações mais sérias.

Principais causas


A mastite está muitas vezes relacionada com alterações na drenagem do leite e com inflamação dos ductos mamários. Quando o leite não sai de forma eficaz, pode haver maior pressão dentro da mama e inflamação local. Em alguns casos, a esta situação junta-se uma infeção bacteriana.

Em termos práticos: se a mama não for bem drenada ao longo do dia, podem formar-se zonas dolorosas e inflamadas que favorecem o aparecimento de mastites.

Vários fatores de risco podem conduzir a esta situação. Destacamos os mais frequentes.

  • Pega incorreta do bebé ao amamentar: se o bebé não abocanha bem a aréola, não retira leite de forma eficaz, deixando leite acumulado;
  • Padrões irregulares ou espaçados de amamentação: intervalos longos entre mamadas, saltar refeições do bebé ou desmame muito rápido podem causar ingurgitamento (peito excessivamente cheio);
  • Uso de roupa ou soutien apertado: peças que comprimem a mama, como soutiens inadequados, cintos de segurança que pressionem o peito ou dormir de barriga para baixo, podem bloquear a circulação do leite;
  • Cansaço e stress da mãe: a fadiga extrema pode enfraquecer as defesas e também interferir nas rotinas de amamentação;
  • Mamilos gretados ou feridos: além de facilitarem a entrada de bactérias, provocam dor, levando a que a mãe evite dar de mamar frequentemente ou que esvazie completamente a mama;
  • Histórico de mastite prévia: mulheres que já tiveram mastite numa amamentação anterior têm maior predisposição a ter novamente;
  • Excesso de produção de leite: algumas mulheres produzem mais leite do que o bebé consome, se não houver extração do excedente, a acumulação favorece obstruções.
Embora seja muito mais comum durante a amamentação, a mastite também pode, raramente, ocorrer em mulheres que não estão a amamentar e até em homens. Nesses casos, as causas podem ser diferentes: por exemplo, inflamação periductal em fumadores, infeções específicas ou traumatismos.

Sintomas da mastite


Os sintomas da mastite costumam surgir de forma súbita e agravam-se rapidamente se não forem tratados. Estes são alguns dos principais sinais e sintomas a que deve estar atenta:

  • Dor na mama: dor constante, latejante ou ardor intenso, especialmente durante a amamentação;
  • Vermelhidão e inchaço: geralmente, aparece uma área da mama avermelhada, endurecida (um “caroço” ou nódulo doloroso) e quente ao toque. A pele pode ficar tensa e brilhante nessa região;
  • Febre e calafrios: é comum a mastite provocar febre acima de 38ºC, acompanhada de calafrios e suores, sinal de reação inflamatória ou infeção;
  • Mal-estar geral: pode sentir-se fisicamente abatida, cansada, com dores no corpo, como se tivesse uma gripe ou infeção geral;
  • Cansaço extremo: a combinação de dor e infeção leva a que muitas mães se sintam exaustas;
  • Outros sinais possíveis: diminuição do apetite, dor de cabeça, e por vezes saída de líquido anormal pelo mamilo, por exemplo, um corrimento amarelado ou leite com grumos.
Geralmente a mastite afeta apenas um dos seios de cada vez. A região vermelha na mama pode ter forma irregular ou de “cunha”.

Muitas vezes, antes da mastite se instalar, a mãe já notou sinais de ingurgitamento mamário (mama muito cheia, pesada e tensa) ou um ducto bloqueado (pequeno nódulo local na mama e talvez um ponto branco no mamilo, conhecido como “bolha de leite”). Esses quadros prévios causam dor localizada, mas habitualmente sem febre; se não forem resolvidos, podem evoluir para um quadro de mastite aguda com os sintomas acima descritos.

Sinais de alarme


Embora a maioria dos casos de mastite possa ser tratada em casa com medidas simples, é crucial saber identificar os sinais de alarme que indicam a necessidade de procurar ajuda médica. Deve consultar um médico o mais cedo possível se ocorrer alguma das seguintes situações:

  • Sintomas muito intensos ou agravamento rápido: febre alta persistente (39-40ºC), dor insuportável na mama, sensação de que está a ficar pior mesmo depois de iniciar medidas de alívio;
  • Não há melhoria em 24-48 horas: se após 1 a 2 dias a aplicar as medidas caseiras (ver adiante) os sintomas não melhorarem ou até piorarem, procure assistência. Da mesma forma, se iniciou antibiótico prescrito e passadas 48 horas não sente melhoria significativa, é preciso reavaliar o tratamento;
  • Estrias vermelhas na mama: aparecimento de linhas vermelhas na pele do peito, em direção à axila ou ao braço, indica que a infeção pode estar a espalhar-se;
  • Presença de pus ou sangue: se notar pus (secreção amarelada ou esverdeada) ou sangue no leite materno ou a sair pelo mamilo, é um sinal de infeção mais grave. Embora o leite materno com pequenas estrias de sangue não faça mal ao bebé, a presença de pus ou sangue em maior quantidade requer avaliação médica;
  • Caroço duro que não diminui: se sentir um nódulo ou inchaço muito doloroso que não alivia mesmo após esvaziar a mama, pode tratar-se de um abcesso mamário (acumulação de pus). O abcesso é uma complicação da mastite que normalmente exige drenagem por um profissional de saúde, por isso não deve adiar a consulta;
  • Mastite fora do período de amamentação: se desenvolver sinais de mastite quando não está a amamentar, por exemplo, muitos meses após ter deixado de amamentar, ou se nunca esteve grávida, deve procurar um médico para investigar a causa. Nesses casos raros, é importante descartar outras condições;
  • Sintomas recorrentes: mastites que se repetem várias vezes ao longo da amamentação podem indicar algum problema subjacente, sendo recomendável apoio especializado para evitar novos episódios.

Como prevenir a mastite durante a amamentação


Felizmente, há várias medidas preventivas que reduzem muito o risco de vir a ter mastite. De acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS), a mastite pode geralmente ser prevenida adotando alguns cuidados desde o início da amamentação:

Dar de mamar com frequência


Amamente sempre que o bebé quiser, evitando intervalos muito longos. Mamas excessivamente cheias aumentam o desconforto e o risco de problemas locais.

Se o bebé fizer uma sesta longa ou saltar uma mamada e sentir a mama demasiado tensa, pode extrair apenas o suficiente para aliviar a pressão. O objetivo é manter uma drenagem regular do leite, sem necessidade de “esvaziar” completamente a mama.

Assegurar a pega correta do bebé


Verifique que o bebé abocanha bem a aréola e não apenas o mamilo. Uma pega eficaz permite esvaziar melhor a mama e evita fissuras no mamilo. Se tiver dificuldade, peça ajuda a um profissional de saúde, para corrigir a posição e pega do bebé logo nos primeiros dias.

Tratar prontamente problemas iniciais


Caso sinta sinais de ingurgitamento (mama muito cheia e dura) ou apareçam mamilos gretados, tome medidas imediatamente. Em caso de ingurgitamento, extraia um pouco de leite e aplique frio para aliviar. Não espere até ter febre.

Se tiver os mamilos gretados, mantenha-os limpos, use pomada de lanolina ou leite materno para ajudar na cicatrização, e exponha-os ao ar para secar. Não ignore estes sinais: o ingurgitamento e as fissuras são, muitas vezes, o primeiro passo para o surgimento de uma mastite.

Evitar roupas apertadas ou pressão nas mamas


Use um soutien de amamentação confortável, do tamanho adequado, que suporte o peso das mamas, mas sem apertar ou formar zonas de pressão. Roupas muito justas, arames no soutien, ou posições que comprimam a mama, como dormir sobre o peito, por exemplo, podem bloquear a passagem do leite.

Durante as mamadas, não pressione excessivamente a mama com os dedos, prefira técnicas adequadas de posicionamento.

Promover uma boa drenagem de cada mama


Deixe o bebé mamar o tempo que precisar na primeira mama antes de oferecer a segunda. Não tenha pressa em alternar os lados; em geral, a mama deve ficar visivelmente mais macia no final da mamada. Se, após a mamada, ainda sentir alguma zona muito tensa ou dolorosa, pode extrair um pouco de leite apenas até se sentir confortável.

Arejar os mamilos após cada mamada


Sempre que possível, deixe os mamilos secarem ao ar livre por alguns minutos depois de amamentar. Evite usar continuamente discos de amamentação se não forem necessários, e troque-os com frequência para não manter os mamilos húmidos por longos períodos, para evitar o surgimento de gretas e de infeções fúngicas.

Descansar


Descanse o suficiente e evite o cansaço extremo. Mantenha uma alimentação equilibrada e boa hidratação: beber líquidos em abundância ajuda também na produção e fluxo do leite. Controlar o stress e ter apoio nas tarefas domésticas permite-lhe focar-se na amamentação nos primeiros tempos.

Não fumar


Para além dos inúmeros malefícios do tabaco, os químicos do cigarro podem predispor a problemas mamários. As fumadoras têm maior probabilidade de desenvolver mastite periductal (inflamação dos ductos fora do contexto de amamentação). Se possível, aproveite este período para deixar de fumar, pelo bem da sua saúde e do bebé.

Procurar apoio profissional


Não hesite em procurar ajuda especializada se sentir quaisquer dificuldades com a amamentação. Muitas unidades de saúde têm consultas de aleitamento materno ou bancos de leite onde profissionais podem orientá-la. Por vezes, resolver precocemente um problema de pega ou um ducto bloqueado, com ajuda de uma enfermeira, evita que evolua para mastite.

Tratamento: o que fazer em caso de mastite


Apesar de dolorosa, a mastite tem tratamento e geralmente melhora em poucos dias se forem seguidos os passos adequados.

Continuar a amamentar ou drenar a mama afetada


Não pare de amamentar. Manter o leite a fluir é uma das medidas centrais para a recuperação. Na maioria dos casos, é seguro para o bebé mamar na mama com mastite, não é contagiosa e o leite continua a ser adequado para um bebé de termo saudável.

Se a sucção do bebé for muito dolorosa, pode extrair o leite manualmente ou com uma bomba, mas apenas o suficiente para aliviar a tensão e o desconforto. Interromper subitamente a amamentação aumenta a congestão e pode agravar os sintomas.

Oferecer primeiro a mama inflamada


Sempre que possível, comece a amamentação pelo lado afetado. O bebé mama com mais vigor no início, ajudando a desobstruir o ducto entupido. Experimente colocar o queixo do bebé virado para a zona mais dura ou dolorida da mama, pois isso favorece a drenagem dessa área.

Caso a dor esteja insuportável no início, pode começar pela outra mama, apenas para estimular a descida do leite e, assim que conseguir tolerar, trocar para a mama afetada. Após o bebé mamar, verifique se a mama esvaziou completamente; se ainda notar leite ou regiões endurecidas, faça uma extração manual ou com bomba até se sentir aliviada.

Massagem suave e temperatura adequada


Algumas mães sentem alívio com um duche ou uma compressa morna antes da mamada, porque facilita o reflexo de descida do leite. No entanto, o calor intenso ou prolongado pode aumentar a inflamação, pelo que deve ser usado com moderação.

Durante a mamada ou extração, pode fazer uma massagem muito suave na mama, em direção ao mamilo, evitando qualquer massagem profunda ou movimentos agressivos. Entre mamadas, privilegie compressas frias na zona inflamada para reduzir o inchaço e aliviar a dor.

Compressas frias depois de amamentar


Aplique, por exemplo, um pano limpo molhado em água fria ou bolsas de gel frias envoltas em tecido, na área inflamada. O frio ajuda a reduzir o inchaço, a dor e a sensação de calor na mama. Pode fazer isto durante 10 a 15 minutos entre as sessões de amamentação, várias vezes ao dia.

Usar um soutien adequado e confortável


Continue a usar soutien de amamentação, mais adequado para sustentar a mama, mas certifique-se de que é do tamanho certo e não aperta em nenhuma área. Evite aros ou costuras que pressionem. Se for mais confortável, pode mesmo ficar algum tempo sem soutien ou com um top macio, enquanto a mastite não passa.

Repouso e hidratação


Tire tempo para descansar. Durma sempre que conseguir e peça ajuda para cuidar de outras tarefas ou de crianças mais velhas durante este período. Beba muitos líquidos (água, chás, caldos) para se manter hidratada, uma vez que a febre pode desidratá-la e a produção de leite exige boa hidratação. O repouso ajuda o seu sistema imunitário a combater a infeção e melhora a sua disposição.

Se apesar destas medidas a mastite não melhorar em 24/48 horas, ou se notar algum dos sinais de alarme descritos acima, procure o médico.

Posso continuar a amamentar durante a mastite?


Esta é uma dúvida muito comum das mães. Sim, deve continuar a amamentar ou a extrair leite, mesmo que tenha mastite. Na maioria dos casos, não há risco para o bebé: a mastite não é contagiosa e o leite continua adequado para um bebé de termo saudável.

Pelo contrário, interromper repentinamente as mamadas pode piorar a situação. O ideal é manter o bebé a mamar e aproveitar para corrigir a pega ou outros fatores que possam ter causado a mastite.