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Pêssegos: aroma delicado, sabor irresistível

Os pêssegos são frutos deliciosos que ajudam a regular o apetite e o trânsito intestinal. Descubra todas as vantagens e características.

Com um aroma delicado e sabor irresistível, os pêssegos são leves, sumarentos e refrescantes - um autêntico fruto de verão que conquista o paladar de miúdos e graúdos. Descubra todas as vantagens e características dos pêssegos.

Os benefícios dos pêssegos

Estes são os principais benefícios dos pêssegos para a saúde.

Ação protetora


Tal como nos outros frutos de coloração amarela ou alaranjada, o pêssego contém betacaroteno, que lhe confere uma ação antioxidante. Também previne o envelhecimento precoce e o aparecimento de doenças degenerativas, cardiovasculares e do foro oncológico, como o cancro da mama e do cólon.

Bem-estar geral

Além disso, é anti-inflamatório, ajuda a evitar problemas do sistema nervoso, combate a insónia e melhora o estado de ânimo. Protege o sistema imunológico e a saúde dos olhos e também auxilia na manutenção da beleza da pele, cabelos e unhas.

Controlo de peso

Contrariamente ao que se poderia pensar devido ao seu doce sabor, o pêssego não possui grande aporte energético (é constituído por cerca de 87% de água), pelo que é utilizado em dietas de emagrecimento. Atua como diurético, laxante e depurativo.

Tipos de pêssegos

Os pêssegos são um dos frutos mais largamente difundidos por todo o globo.

Em Portugal, as principais regiões produtoras são o Ribatejo, Oeste, Palmela, Algarve, Campo Maior, Vilariça e Cova da Beira, possuindo esta última a designação de IGP (Indicação Geográfica Protegida).

São muitas as variedades em que este fruto se apresenta, mas podem ser incluídas em quatro grupos.

Pêssego Vermelho

Muito aromático, suculento e de polpa macia.

Pêssego Polpa Branca

Uma variedade mais recente, que é muito doce e sem acidez.

Paraguaio

Fruto achatado, que pode ser de polpa branca ou amarela.

Pêssego Amarelo

Tradicional e antigo, com um sabor muito doce, uma textura mais firme e uma polpa compacta e aderente ao caroço. É aqui que se enquadra o pêssego da Cova da Beira IGP. Trata-se de um fruto de polpa amarela muito suculenta e macia e com um sabor que satisfará o paladar mais exigente. Este pêssego encontra-se disponível de finais de junho a finais de setembro.

A zona da Cova da Beira é atravessada pelo rio Zêzere e situa-se entre a Serra da Gardunha e a Serra da Estrela, onde as árvores são protegidas dos ventos fortes do Atlântico, as primaveras são suaves e a quantidade de frio é significativa. Estas condições permitem que o pêssego da Cova da Beira IGP se diferencie do das demais regiões. As áreas de produção deste fruto incluem todas as freguesias dos concelhos do Fundão, Covilhã, Manteigas e Belmonte, no distrito de Castelo Branco.

Contrariamente ao que se poderia pensar devido ao sabor doce, o pêssego não possui muitas calorias

Há também uma outra forma de classificar este fruto, esta mais popular: costuma-se dizer que existem os "de abrir”, cuja polpa se solta com facilidade do caroço, e os "de roer”, cujo caroço é aderente à polpa.

Breve história dos pêssegos


Devido à sua designação científica, Prunus pérsica, durante muito tempo julgou-se que os pêssegos seriam originários da Pérsia (o atual Irão). No entanto, sabe-se hoje que a sua origem é chinesa.

Existem referências da sua existência no Império do Meio que remontam ao século XX a.C., onde eram apreciados pela nobreza e considerados como símbolo de longevidade e imortalidade.

Com o surgimento da Rota da Seda, que ligava a China à Turquia, os pêssegos terão chegado ao Irão, onde foram largamente cultivados, e daí ter-se-ão disseminado pela Europa. Chegaram às mesas de gregos e romanos da Antiguidade, sendo conhecidos por estes últimos como Malus persicum ou maçã da Pérsia.

Na Idade Média, era de obscurantismo, os curandeiros viram nos pêssegos um fruto venenoso. Nos séculos XVI e XVII, já cultivados no Velho Continente, eram apreciados por todos e a França tornou-se o principal centro de produção da espécie. Em Inglaterra, durante o reinado da rainha Vitória, tornaram-se um símbolo de requinte, sendo servidos em jantares de cerimónia.

Como consumir pêssegos

Maioritariamente, são consumidos ao natural. Quem gosta de comer o pêssego rijo, deve comprar e comer de imediato. Caso não o faça, deve conservá-lo no frigorífico.

Quem gosta de degustar este fruto mais macio e sumarento, deve deixá-lo na fruteira dois dias até que “ceda” ligeiramente ao toque. Quando se encontrar mais macio, deve ser consumido de imediato.

Também pode ser acrescentado a saladas de fruta, transformados em sumo ou integrando smoothies detox.

Mas devido à sua versatilidade, podem também ser saboreados como ingrediente de receitas salgadas e doces, grelhados, enlatados em calda, em geleia, compota e doce, em licores e cocktails e até desidratados (secos).

Finalmente, pode ainda ser consumido em infusão: as folhas e flores do pessegueiro são calmantes

A vida sabe melhor com pêssegos

Os pêssegos comercializados nas frutarias das lojas Continente são retirados das árvores com a consistência ideal para chegarem ao seu destino no ponto em que ótimo para consumo. Com o seu aroma delicado e sabor irresistível, e uma polpa carnuda que conquista qualquer paladar, os pêssegos ficam bem em qualquer dieta.