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Etapas do Crescimento

Bebé de 32 meses: o que esperar

Acompanhe o desenvolvimento do bebé de 32 meses e conheça dicas de higiene oral e uso equilibrado da tecnologia.
Bebé 32 meses

Publicado a 17/07/2026

  • Nesta fase, o equilíbrio entre rotina, afeto e limites é essencial para um desenvolvimento saudável.
  • Compreender o comportamento da criança, desde medos a recusas alimentares, é o primeiro passo para saber como agir.
  • Pequenas estratégias do dia a dia fazem uma grande diferença no bem-estar da criança e da família.
Os 32 meses (2 anos e 8 meses) são uma fase cheia de descobertas, emoções intensas e grandes conquistas no desenvolvimento da criança. Entre medos, birras, novas aprendizagens e muita curiosidade, os pais são desafiados diariamente a encontrar o equilíbrio em cada situação.

Descubra algumas dicas para lidar com desafios como a resistência à escovagem dos dentes ou a exposição aos ecrãs.

Bebé 32 meses: fobias e medos mais comuns


A chamada “fase dos medos” é mais frequente entre os 2 e 6 anos e pode ser desencadeada por estímulos reais ou imaginários. Nesta idade a criança pode ter medo, por exemplo do escuro, de monstros, de se deitar ou de certos animais.

Perante a criança com medo, é essencial que não desvalorize a situação e a ajuda para esta se regular pode ser essencial. Assim deve:

  • Escutar e perceber o medo da criança e tentar compreender a sua origem;
  • Transmitir segurança através da tranquilidade e proteção;
  • Não utilizar expressões que exacerbem medos como "se te portas mal vem aí o polícia e leva-te" ou "para já com isso ou ficas de castigo";
  • Nunca obrigar a criança a enfrentar o medo;
  • Explicar o medo de forma racional ou com recurso a livros;
  • Ser empático, pois a criança precisa de se sentir compreendida e acima de tudo acolhida.

Esta é uma fase comum e passageira na primeira infância. Se achar que o medo tem implicações graves e prolongadas no comportamento e no dia-a-dia da criança deve consultar um profissional de saúde.

Aversão aos “verdes na alimentação”: como lidar?


“Hmm não gosto disto”, “é verde” ou “tira essa parte daí” são frases familiares? A aversão aos alimentos com uma tonalidade verde é muito comum na primeira infância e denomina-se de neofobia alimentar. Por volta desta fase, as crianças tornam-se mais cautelosas e atentas ao mundo que as rodeia. Por outro lado, alguns alimentos verdes, como legumes, têm sabores mais amargos e menos familiares, o que pode explicar a rejeição.

Mas afinal o que pode fazer? Manter a oferta regular, sem obrigar de qualquer forma a criança a comer é a chave. Continue a colocar estes alimentos no prato para que gradualmente se tornem familiares e seja promovida uma alimentação infantil saudável. Pode também oferecê-los de diferentes formas: crus, cozinhados ou misturados com outros alimentos, como na sopa. Aqui, o exemplo dos adultos também é essencial, pelo que ver os pais a consumir estes alimentos faz toda a diferença.

Evite forçar, negociar ou substituir por opções menos saudáveis, e ineficazes. O mais importante é expor, com consistência e paciência, e dar tempo ao tempo.

Higiene oral nas crianças: como preparar


A higiene oral deve começar antes do aparecimento dos primeiros dentes, com a limpeza suave da cavidade oral do bebé. Mais tarde, por volta dos 2-3 anos, quando a maioria das crianças já tem a dentição de leite completa e os açúcares começam a estar mais presente na alimentação, a escovagem torna-se ainda mais importante na prevenção de cáries.

Nesta idade, a escovagem deve ser realizada pelo menos duas vezes por dia. Use uma escova adequada ao tamanho da boca e pasta com a concentração de flúor recomendada para a idade, que nesta fase são 1000-1500 ppm. Apesar de querer participar, nesta fase a criança ainda não tem destreza para escovar sozinha de forma eficaz, devendo ser sempre o adulto a supervisionar e a complementar.

Se houver resistência em lavar os dentes, o que é comum nesta idade, experimente pequenas estratégias como:

  • Mudar a pasta, tendo em atenção a quantidade de fluor indicada para a sua idade;
  • Ter duas escovas, uma para o cuidador escovar os dentes e outra para a criança ter as mãos ocupadas. Pode pedir-lhe para escovar os dentes de algum boneco ao mesmo tempo;
  • Cantar uma música curta durante a escovagem;
  • Trocar a escova de dentes por uma eletrónica;
  • Fazer um quadro onde a criança consiga registar a lavagem dos dentes. Pode colocá-lo por exemplo na casa de banho de forma a ser preenchido diariamente;
  • Fazer reforço positivo também é essencial ao longo de todo o processo. Diga-lhe “estás a lavar os dentes muito bem”, por exemplo.

Os hábitos construídos na primeira infância tendem a manter-se, portanto, este é momento certo para promover a saúde oral.

Doenças comuns na primeira infância


Nos primeiros anos de vida, as crianças têm o sistema imunitário em desenvolvimento, por isso, é comum surgirem doenças ou sintomas como constipações, febre, tosse, diarreia ou otites. Estima-se que as crianças contraem algo viral cerca de 10 a 12 vezes por ano, o que apesar de indesejável é normal.

O mais importante é manter a calma e observar a criança como um todo: o seu comportamento, se se mantém hidratada e com apetite e a resposta aos cuidados. A maioria das situações melhora com medidas simples, como repouso, reforço da oferta de líquidos e controlo da febre quando necessário.

Evite a automedicação e siga sempre as orientações dadas pelo profissional de saúde. Procure ajuda se a criança estiver prostrada, com dificuldade respiratória, com sinais de desidratação ou febre que não cede à medicação.

Tecnologia na infância: como lidar


De acordo com a Sociedade Portuguesa de Neuropediatria, é recomendado evitar ecrãs até aos 3 anos, exceto para videochamadas. Neste contexto, a televisão pode ser utilizada até 30 minutos por dia, desde que na presença de um adulto e com conteúdos adequados à idade.

Sabendo que não é uma tarefa fácil, ficam algumas estratégias que podem ajudar:

  • Brinque com o seu filho. Tente substituir a “hora do tablet” por um jogo, passeio ou leitura em conjunto;
  • Limite o tempo de utilização e estabeleça rotinas;
  • Não deixe que a utilização destes equipamentos interfira nos hábitos da família, como por exemplo alterar a hora de dormir;
  • Prefira programas educativos e restrinja aqueles que incitem à violência. Caso não seja possível explique as consequências da violência;
  • Explique a diferença entre fantasia e realidade, principalmente nesta idade;
  • Evite ecrãs à hora da refeição pois prejudicam o estabelecimento da relação saudável com a alimentação e o convívio em família.

Como estimular o desenvolvimento aos 32 meses


A pintura e o desenho livre assumem-se como atividades rainhas na estimulação da criança. Por esta altura é capaz de controlar mais os movimentos da mão e o manusear do lápis.

O ideal é fornecer papel branco de tamanho médio (para evitar que pinte as paredes e os sofás lá de casa), lápis de cera (por terem o bico arredondado e não se partirem facilmente) e, se possível, disponibilizar uma secretária com banco adequados ao seu tamanho.

Nesta fase, a criança já se consegue expressar também através do desenho ou de rabiscos com intenção, e consegue desenhar círculos e traços de linha reta.

Aproveite esse momento para incentivar a criança a descrever as suas criações e a começar a contar pequenas histórias.

Os mais pequenos gostam de ter atenção e os pais vão divertir-se a perceber que um simples quadrado pode representar uma casa feliz.

Continente, para poupar em tudo menos nos mimos


Cada fase do crescimento traz novos desafios, mas também momentos únicos de descoberta e ligação com seu filho. Com algumas estratégias simples, é possível acompanhar o desenvolvimento dos pequeninos com mais confiança e tranquilidade. No Continente, encontra tudo o que precisa para apoiar esta etapa e as outras que aí vêm.

Perguntas frequentes sobre bebé de 32 meses


Reunimos as respostas às dúvidas mais comuns dos pais nesta fase.

É normal a criança ter muitos medos nesta fase?

Sim, é muito comum. Os medos fazem parte do desenvolvimento e tendem a surgir entre os 2 e os 6 anos, sendo geralmente passageiros.

Quantas vezes por dia devo escovar os dentes do meu filho?

O ideal é escovar pelo menos duas vezes por dia, sempre com supervisão de um adulto para garantir uma limpeza realmente eficaz.

O que fazer se a criança recusar comer legumes?

É importante manter a oferta sem forçar. A exposição repetida e o exemplo dos adultos ajudam a criança a aceitar novos alimentos com o tempo.

Quanto tempo de ecrã é recomendado nesta idade?

O tempo de ecrã deve ser limitado e equilibrado. Mais importante do que a duração é garantir que não interfere com o sono, as refeições e o convívio familiar, e que o conteúdo é adequado à idade, sempre supervisionado por um adulto.