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Etapas do Crescimento

Bebé com 15, 16 e 17 meses: o que esperar

Acompanhe o desenvolvimento do bebé aos 15, 16 e 17 meses, incluindo a linguagem e alimentação.
Bebé com 15, 16 e 17 meses

Publicado a 17/07/2026

  • O desenvolvimento infantil é feito de pequenas conquistas diárias, da primeira palavra às corridas pela casa.
  • Brincar livremente, comunicar com afeto e respeitar o ritmo da criança são pilares essenciais para um crescimento saudável.
  • Com paciência, presença e segurança, cada fase desafiante transforma-se numa oportunidade de ligação e aprendizagem.
Os primeiros anos de vida de uma criança são uma verdadeira montanha-russa de descobertas, emoções e desafios - tanto para os bebés como para os pais. Entre as primeiras palavras, as birras inesperadas, as quedas inevitáveis e a recusa em comer, surgem também momentos únicos de ligação, aprendizagem e crescimento.

Descubra como se desenvolve o bebé entre os 15 e os 17 meses e o que esperar nesta fase.

Linguagem da criança com 15, 16 e 17 meses


Por volta desta idade, a criança já compreende perguntas simples e começa a dizer algumas palavras. Nem sempre se expressa com clareza, mas comunica muito bem através de gestos, de olhares e de expressões. Mesmo antes de falar corretamente, já se faz entender.

Nesta fase, a música é uma grande aliada. Sons e palavras repetidas despertam interesse e facilitam a aprendizagem. Cantar com diferentes ritmos, melodias e gestos vai estimular a atenção e a linguagem.

Também os livros com histórias curtas e imagens simples são excelentes ferramentas. Ler com entoação, variar a expressão facial e “dar vida” às personagens ajuda a criança a associar palavras a emoções e a situações, e a desenvolver-se também emocionalmente.

Fale, cante e leia diariamente para o seu bebé para fortalecer a comunicação e criar momentos únicos de ligação.

Desenvolvimento social: o que esperar?


Por volta desta idade a criança entra numa fase marcada por um curiosidade intensa e vontade de mostrar a sua independência fazendo tudo sozinha. Provavelmente já passou pela fase do aprender dos primeiros passos, caminhando agora com mais segurança, começando a correr, a subir degraus e a explorar de forma mais ativa o espaço que a rodeia. A motricidade fina evolui e com ela a sua confiança.

Quanto à linguagem, já compreende ordens simples e pode verbalizar algumas palavras isoladas, aumentando o vocabulário ao longo do tempo. Para se expressar, recorre maioritariamente a gestos e fica muito frustrada quando não é compreendida. Com esta frustração vêm também as primeiras birras que não são mais que uma forma normal de expressar as suas necessidades.

Socialmente, alterna entre querer proximidade do adulto e afirmar a sua autonomia. Para muitos pais, esta é uma fase desafiante, que requer supervisão, rotinas consistentes e oportunidades seguras para explorar o meio envolvente, de forma a promover a autonomia sem perder o vínculo afetivo e a proteção.

Brincar: vantagens e o que fazer


Brincar, muitas vezes encarado como algo pouco importante, é fundamental porque constitui a principal linguagem e ferramenta de aprendizagem da criança, promovendo o seu desenvolvimento. É através da brincadeira que a criança explora o mundo, desenvolve a criatividade, constrói a sua identidade, promove a sua autonomia e a capacidade de resolução de problemas. E para brincar não é preciso muito: basta imaginação e tempo.

Quando brinca sem regras rígidas ou instruções constantes do adulto, a criança explora, experimenta, cria e aprende ao seu ritmo.

O papel dos pais é garantir um ambiente seguro, estar disponível e observar, intervindo apenas quando necessário. Ao dar tempo e espaço para brincar, está a investir no crescimento e bem-estar do seu filho. O adulto quando brinca com a criança está a regressar à infância, a criar momentos únicos e a fortalecer o vínculo entre ambos, enquanto se afasta dos problemas do dia a dia.

Como se preparar para esta fase


Um dos maiores receios dos pais é ver o filho doente ou magoado. Ter uma caixa de primeiros socorros em casa permite agir com mais rapidez e segurança quando surgem pequenos imprevistos. Esta mala pode incluir:

  • Termómetro digital;
  • Pensos rápidos;
  • Compressas;
  • Ligaduras;
  • Desinfetante cutâneo;
  • Soro fisiológico;
  • Tesoura pequena;
  • Pomada reparadora;
  • Paracetamol e ibuprofeno (xarope e supositórios);
  • Soro de reidratação oral.

Guarde a mala fora do alcance das crianças e reveja-a regularmente. Confirme os prazos de validade, sobretudo dos xaropes, que após abertura têm um tempo limitado de utilização. Para facilitar, pode colocar a data de abertura registada no frasco.

O que fazer em caso de queda?


Agora que já tenta caminhar é garantido que irá cair... e não poucas vezes. A maioria será inofensiva, mas, em caso de uma queda, deve ter em atenção:

1. Se a criança perder a consciência ou tiver convulsões deve ser observada no hospital e fazer exames mais específicos.

2. Se a após a queda se mantiver bem-disposta e com o seu comportamento habitual, aplique gelo local e mantenha vigilância mais atenta por 24h, estando com atenção a outros sinais como:

  • Vómitos;
  • Alterações do comportamento, mobilidade, sensibilidade, linguagem, visão ou marcha;
  • Convulsões;
  • Sonolência excessiva ou criança dificilmente despertável;
  • Saída de sangue ou líquido cristalino pelo ouvido ou nariz.

Se observar algum destes sinais deverá recorrer ao atendimento médico imediatamente.

Bebé não quer comer: o que fazer?


Não desespere. Entre os 12 meses e os 5 anos, é comum que a criança passe por um período em que não quer comer ou em que demonstra maior falta de apetite.

Geralmente é uma fase passageira, mas sabemos que é um motivo de preocupação, por isso deixamos-lhe algumas dicas que podem ajudar:

  • Fazer refeições em família: o exemplo faz com que o seu filho aprenda e se motive;
  • Estabelecer horários para as refeições: a previsibilidade e rotinas é importante para as crianças;
  • Não apressar a refeição: a criança ainda está a treinar as suas competências, por isso necessita de tempo;
  • Dar o exemplo: planeie refeições saudáveis e diversificadas para todos os membros da família;
  • Evitar distrações e recompensas: não ajuda no estabelecimento de uma boa relação com a comida;
  • Atenção aos líquidos: enchem o estômago e retiram espaço aos alimentos;
  • Permita a exploração dos alimentos.

A verdade é que não existem estratégias infalíveis e a paciência é sempre um ingrediente essencial nesta fase, mas geralmente esta recusa é passageira.

Continente, tudo para cuidar do seu bebé de 15 meses


Nesta fase, as crianças estão a construir a sua autonomia, a sua forma de comunicar e a sua relação com o mundo. Não existe perfeição na parentalidade, mas existe presença, paciência e amor. E isso, mais do que qualquer técnica, é o que realmente faz a diferença.

Poupe em tudo, menos nos mimos com o Continente.

Perguntas frequentes sobre bebés de 15 a 17 meses


Reunimos algumas das questões mais frequentes para o ajudar a compreender melhor esta etapa e a agir com mais tranquilidade no dia a dia.

É normal o meu bebé ainda não falar claramente?

Sim. Nesta fase é muito comum que a criança comunique mais através de gestos e sons do que palavras completas. O vocabulário vai surgindo gradualmente.

As birras são um sinal de mau comportamento?

Não. As birras são uma forma normal de expressão emocional quando a criança ainda não consegue comunicar bem o que sente.

O que fazer quando o bebé não quer comer?

Manter rotinas, evitar pressões e dar o exemplo com refeições equilibradas em família são estratégias fundamentais. A maioria das fases de recusa alimentar é temporária.

Devo deixar o meu filho brincar sozinho?

Sim, desde que num ambiente seguro. Brincar livremente é essencial para o desenvolvimento da autonomia, da criatividade e para a resolução de problemas.

Quando devo preocupar-me após uma queda?

Se houver perda de consciência, vómitos repetidos, sonolência excessiva ou alterações de comportamento, deve procurar assistência médica.