Staffordshire Bull Terrier: inteligente e destemido

O Staffordshire Bull Terrier foi criado para lutar contra touros, no século XIX. Desde então, com o seu espírito brincalhão, adaptou-se à vida em sociedade. Saiba tudo sobre esta raça.

Staffordshire Bull Terrier

Atualizado a 24/05/2023

No início do século XIX, a partir do cruzamento de Buldogues e Terriers, desenvolvia-se em Inglaterra uma nova raça, com um propósito claro: participar em lutas contra touros.

Quando estas foram proibidas, passou a ser usado em lutas contra outros cães. Desde essa altura, após nova proibição e séculos de evolução, o Staffordshire Bull Terrier tornou-se um companheiro insubstituível para muitas famílias. Saiba tudo sobre as origens e características desta raça.

História e Origem

Os Staffordshire Bull Terriers fazem parte da família dos terriers, como o Bull Terrier e o American Staffordshire Terrier. Todos têm uma história de origem semelhante: no período em que era permitido, e estava na moda, lutas sangrentas entre animais, em Inglaterra, os apostadores criavam cães ferozes para se destacarem nos combates. O antecessor comum a todas essas raças é o Buldogue, criado para o horrível espetáculo da luta com touros.

As lutas foram oficialmente banidas em 1835. De entre a profusão de raças criadas nessa altura, a maioria já extinta, o Staffordshire Bull Terrier emergiu como uma das mais bem-sucedidas e duradouras.

O nome da raça destes terriers corpulentos e de crânio largo é uma referência ao condado de Staffordshire, onde a raça era especialmente popular. Desde então, mais de cem anos de criação responsável e evolução transformaram a raça de guerreiros em companheiros de família confiáveis.

Tamanho

Com cerca de 40 cm, os Staffordshire Bull Terriers não são particularmente altos. Mas, com uma massa corporal entre 13 e 17 kg, são musculosos e sólidos. A cabeça é curta e larga, com músculos das bochechas pronunciados.

Pelagem

Aa pelagem é curta e lisa, em várias cores. Pode ser vermelha, ruiva, branca, preta ou azul, ou qualquer uns destes tons matizado com branco.

Personalidade

Ao contrário do que o aspeto exterior indica, o Staffordshire Bull Terrier é calmo e tranquilo. Gosta de caçar e de cuidar da sua família.

Um Staffordshire Bull Terrier é capaz de passar horas atrás de uma presa, para depois a abandonar à chamada do dono. É um cão dedicado e protetor. Não procura lutas, mas, dada a sua genética e história, não se retrai se estiver em causa a segurança do seu tutor.

Geralmente, a raça Staffordshire Bull Terrier dá-se bem com crianças. Em Inglaterra, é até famoso por cuidar de bebés recém-nascidos como se fossem seus. Aos mais crescidos, é recomendado que não abusem da sua paciência. Embora adore crianças, pode não entender que se trata de uma brincadeira.

O Staffordshire Bull Terrier não gosta de ficar sozinho por muito tempo. Por ser muito apegado à família humana, pode sentir rejeição se isso acontecer. Para que isso não ocorra, é recomendável manter uma rotina de exercícios equilibrada e demonstrar afeto quando estiver com ele.

Com pessoas estranhas, esta raça costuma dar-se bem, desde que não ameacem a tranquilidade do seu lar e da sua família. Já com outros cães e animais é conveniente manter uma supervisão atenta.

Problemas de saúde mais comuns

A expectativa de vida é de 11 a 13 anos, podendo o Staffordshire Bull Terrier ser afetado por problemas respiratórios (síndrome braquicéfalo), dermatológicos (dermatite atópica), tumores (mastocitoma, carcinoma gástrico), e ainda problemas neurológicos (convulsões).

Esta raça requer exercícios regulares para se manter em forma física e mental. Os exercícios podem variar desde perseguir uma bola no quintal, seguir ao lado do dono em bicicleta ou corrida, ou uma longa caminhada pela floresta. A raça pode ser intolerante ao calor e nunca deve ser sobrecarregada em climas quentes ou húmidos.

Os Staffordshire Bull Terriers ainda mantêm a aparência dos seus antepassados guerreiros. Porém, atualmente, esta raça é criada a pensar nas famílias, e justifica-se a reputação de serem pacientes com crianças. São companheiros leais, com um ancestral instinto de luta latente sempre pronto a defender o dono.