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Ostras: deliciosas pérolas do mar

Deliciosas pérolas da gastronomia portuguesa, as ostras estão entre os bivalves mais procurados. Descubra tudo sobre as vantagens e propriedades deste alimento.

Comer ostras é ingerir na sua forma mais natural elementos indispensáveis à saúde. Descubra todas as vantagens e propriedades das ostras, deliciosas pérolas de sabor a mar.

Os benefícios das ostras

Tal como o peixe, os bivalves são ricos em proteína, têm baixo teor de gordura e sais minerais essenciais. Não é por isso de estranhar que, tal como o pescado, estes moluscos se situem nos lugares cimeiros das listas da alimentação saudável.

Com fama de alimento afrodisíaco, as ostras têm outras propriedades importantes que beneficiam a saúde. Com poucas calorias, são ricas em vitamina B12 e minerais como o zinco, ferro e fósforo.

Fonte de energia

Por serem ricas nestes micronutrientes, as ostras podem ser úteis no combate ao cansaço, à fadiga e ajudam à normalização do sistema nervoso e funções psicológicas e cognitivas.

Sistema reprodutor

Por contribuírem para a totalidade das necessidades diárias de zinco, ajudam ao normal funcionamento do sistema reprodutor e na fertilidade.

Saúde da pele

São ainda importantes para a manutenção adequada da pele, unhas e cabelo.

Sistema nervoso

Na medicina tradicional chinesa são utilizadas para ajudar ao bom funcionamento do fígado e rins e no tratamento de insónias e nervosismo. 

Breve história de ostras

Uma parte importante do valor associado às ostras deriva do que cresce no seu interior: as pérolas.

As ostras não são os únicos moluscos que produzem pérolas. No entanto, apenas estas obtém o brilho atrativo que faz delas uma peça de joalharia, além de que a maioria das pérolas provenientes de outros moluscos não têm a durabilidade das que são produzidas pelas ostras.

O interior deste bivalve é revestido por uma substância chamada nácar ou madrepérola, como é vulgarmente conhecida. Quando uma substância estranha entra na ostra produz uma irritação e como forma de proteção o molusco começa a cobrir o objeto estranho com nácar. Com o passar do tempo, vão sendo depositadas camadas sucessivas de nácar, o que acaba por ocasionar a formação de uma pérola.

A outra razão para o sucesso das ostras é, claro, o seu sabor explosivo a mar. Ao que tudo indica, o consumo deste molusco já era do agrado dos povos pré-históricos e esse hábito manteve-se ao longo dos tempos. Na Antiguidade, os chineses dedicavam-se à sua cultura, os gregos não as dispensavam à mesa, e os banquetes da Roma imperial começavam com ostras. Considerado uma das atrações principais do repasto, na França do século XVII servir ostras à refeição era sinal de civilidade e bom gosto.


As ostras do estuário do Sado, da ria Formosa e da ria de Aveiro são de novo estrelas da gastronomia internacional


Das mesas fartas e ricas as ostras foram chegando a mais pessoas. Na Inglaterra Vitoriana, este bivalve tornou-se particularmente popular e a sua democratização foi acompanhada de perto por escritores como Charles Dickens. Em Portugal, as ostras viveram um longo período de glória em que a fama destes bivalves nacionais (Crassostrea angulata) ultrapassou fronteiras - em França eram conhecidas como les portugaises.

Mas, no início da década de 70 do século passado, as ostras entraram em fase de decadência no nosso país devido a fatores ambientais. Todavia, a crise tem vindo a ser ultrapassada e as ostras do estuário do Sado, em Setúbal, da ria Formosa, no Algarve e da ria de Aveiro são de novo estrelas da gastronomia nacional e internacional para satisfação dos incontáveis apreciadores desta verdadeira pérola dos bivalves.

Como consumir ostras

Dizem os mais puristas que a melhor forma de consumir ostras é ao natural, por conservarem inalteradas as suas vitaminas e o seu delicado sabor. Sumo de limão, uma pitada de pimenta e um pouco de manteiga bastam para um prato delicioso capaz de satisfazer os paladares mais requintados.

No entanto, há cada vez mais formas de cozinhar e preparar este bivalve, que muitos dos mais famosos chefs de cozinha não dispensam nas suas ementas e ao qual conferem nuances de sabor inesperado. Sopa de ostras, ostras estufadas, de cebolada, grelhadas, cozidas ou fritas, de vinagrete, em salada ou com molho de manteiga são algumas das opções para degustar este fruto do mar.

Na maioria dos casos, é a maneira como os mariscos são preparados ou servidos que faz disparar o seu teor em gordura – a preparação grelhada, cozida ou braseada será sempre menos calórica do que uma fritura e o tempero com um fio de azeite e limão será sempre mais saudável do que um molho, maionese ou manteiga.

Para abrir ostras, use uma faca específica para o efeito, que não dobre sob a pressão da concha. Proteja a mão que vai segurar a concha com um pano de cozinha dobrado, como se fosse uma luva. 

O que é que a ostra tem?

As ostras fornecem proteína animal de elevada qualidade e de fácil absorção pelo organismo. A pouca gordura que contêm pertence ao grupo das chamadas gorduras saudáveis – ou seja, são pobres em gorduras saturadas.

Mergulhe num mar de ostras numa loja perto de si ou no Continente Online, e experimente estas pérolas de sabor.