- Dos 6 aos 8 meses, o bebé desenvolve competências motoras, sociais e comunicativas.
- A introdução alimentar deve respeitar o ritmo da criança, mantendo o leite um papel fundamental, mas sendo complementada por alimentos variados, podendo seguir diferentes métodos.
- Rotinas, segurança emocional e respeito pelo tempo da criança é essencial em todas as transições, incluindo a entrada no berçário.
Descubra o essencial para acompanhar o desenvolvimento, a introdução alimentar e outras etapas marcantes desta fase com mais confiança e tranquilidade.
Desenvolvimento do bebé de 6 meses aos 8 meses
Todas as crianças são diferentes, pelo que não se deve catalogar comportamentos de forma rígida. No entanto, geralmente por volta dos 6 meses o bebé começa a interagir de forma mais confiante, com mais consciência de si e do meio envolvente, sentindo-se mais seguro e confortável perante caras familiares. Em contrapartida, pode reagir com choro à aproximação de desconhecidos.
O bebé procura chamar a atenção através de gritos de felicidade e da imitação de ações, e já demonstra maior controlo dos movimentos, iniciando o desenvolvimento da motricidade fina. A vocalização de alguns sons, alternando os tons de voz, o adorar ver-se ao espelho — mesmo não percebendo que é o seu reflexo — e o gosto por brinquedos macios com luzes e cores vibrantes e sons, são também característicos desta fase.
Ao atingir os 7 meses, o bebé ganha mais confiança motora e alguns até podem começar a gatinhar. Explora o ambiente, pega nos objetos com maior precisão e reage ao próprio nome com sons semelhantes a sílabas. A alimentação sólida continua a ser importante para treinar a mastigação e ser exposto a diferentes texturas acarreta vários benefícios.
Por volta dos 8 meses, muitos bebés gatinham com mais segurança e pode mesmo ficar em pé com apoio. A comunicação expande-se com a imitação de sons e expressões. Ofereça brinquedos que estimulem a coordenação motora e permita que explore o ambiente em segurança, incentivando a independência de forma gradual.
Os primeiros dentes do bebé
Os primeiros dentes surgem habitualmente por volta dos 6 meses, podendo aparecer até ao primeiro ano de vida. É uma fase natural do desenvolvimento, mas pode trazer desconforto associado.
São comuns sinais como gengivas mais espessas ou sensíveis, aumento da salivação, maior necessidade de morder, irritabilidade ligeira e alterações do sono.
Para aliviar o desconforto pode utilizar:
- Frio local com recurso a mordedores refrigerados (não congelados) ou na fase da introdução alimentar o caroço da manga;
- Massagem gengival com dedo limpo ou dedeira própria;
- Distração, colo, embalar, cantar ou ler;
- Aplicação de produtos tópicos específicos (a maior parte são até naturais);
- Analgésico (ex.: paracetamol): apenas se necessário e com orientação profissional.
A dentição pode causar pequeno aumento da temperatura, mas febre alta, diarreia persistente ou sintomas intensos não devem ser atribuídos apenas aos dentes e neste caso deve ser feita uma avaliação.
Introdução alimentar dos 6 aos 8 meses
A introdução alimentar é uma etapa importante do desenvolvimento infantil e deve ser desfrutada com tranquilidade e segurança. Para isso, nada melhor do que preparar-se para este momento integrando alguns princípios básicos:
- Os sinais de prontidão alimentar (conseguir sentar-se com apoio, controlar a cabeça, mostrar interesse pelos alimentos e levar objetos à boca) demonstram que o seu bebé está preparado para iniciar esta fase;
- O leite materno ou de fórmula continua a ser a base da alimentação no primeiro ano;
- Todas as crianças têm ritmos diferentes;
- Devem ser privilegiados alimentos simples, naturais e variados;
- Forçar, distrair ou insistir em demasia não contribui para uma boa relação com a alimentação;
- Criar um ambiente calmo, de família, nas refeições é essencial - as crianças aprendem com o exemplo;
- Existem vários métodos de introdução alimentar e deve adotar o que faz mais sentido à criança e à família.
De resto a confiança, paciência e respeito são os melhores ingredientes para esta nova fase, aproveita-a ao máximo.
Métodos de introdução alimentar
Fala-se muito sobre métodos de introdução alimentar, mas afinal, quais são os mais comuns?
Método tradicional
O método tradicional é uma abordagem clássica que se baseia na oferta de alimentos esmagados, em purés ou papas, com recurso a colher, evoluindo gradualmente para texturas mais sólidas.
É escolhido por quem pretende um maior controlo sobre a ingestão nutricional e sente uma maior segurança na oferta. Contudo, pode ser menos estimulante para o desenvolvimento motor e sensorial da criança.
Baby-led Weaning
Por sua vez, o Baby-Led Weaning (BLW) incentiva o bebé a explorar os alimentos com as mãos, oferecidos nos cortes e texturas certas. Este método é geralmente escolhido por quem pretende promover a autonomia e contacto direto com diferentes texturas. No entanto, se os alimentos não forem corretamente preparados, pode aumentar o risco de engasgamento e gerar algum desperdício alimentar.
Este método traz diversos benefícios, mas exige grande dedicação e preparação por parte dos cuidadores. Então, o que esperar do BLW?
- Refeições mais longas: a mastigação necessita de tempo para ser desenvolvida, não apresse o seu bebé;
- Desorganização inicial: no início pode ser instalado o caos em redor da refeição da criança, mas tudo melhora com o tempo;
- Seletividade: pode acontecer o bebé escolher só um alimento, mas deve ser mantida a oferta de outros;
- Reflexo de gag mais presente: este é diferente do engasgamento e é essencial saber identificar ambas as situações para agir em conformidade.
Método misto
Existe ainda o método misto, que combina os anteriores: o bebé pode comer com a colher e também explorar os alimentos com as mãos, respeitando o seu ritmo.
Não existe um único método certo para iniciar a introdução alimentar. O mais importante é escolher aquele que melhor se adapta ao seu filho e a si.
Entrada na escola: como fazer a adaptação ao berçário
A entrada no berçário é sempre um grande marco tanto para os pais como para o bebé. É normal surgirem sentimentos como ansiedade, dúvidas e até alguma culpa — e a verdade é que tudo faz parte do processo.
Para tornar esta fase mais tranquila, há algumas estratégias que podem ajudar:
- Sempre que possível, faça uma adaptação gradual, começando por períodos curtos que ajudem a criança a conhecer o novo ambiente;
- No momento da separação, procure transmitir segurança e confiança, evitando demonstrar ansiedade, uma vez que o bebé tende a espelhar as emoções dos pais;
- Explique quando irá regressar e, se o bebé estiver ao colo, é melhor ser a mãe ou o pai a entregá-lo ao profissional responsável;
- Mantenha, ou adapte gradualmente, as rotinas de sono e alimentação, para reforçar a sensação de segurança;
- Leve um objeto familiar, como uma fralda de pano ou um boneco, para conforto emocional;
- Confie nos profissionais e mantenha uma comunicação aberta com a equipa do berçário.
Cada bebé tem o seu ritmo, cada mãe e pai também! Procure confiar e respeitar o tempo de adaptação para uma experiência mais tranquila e segura.
O Continente acompanha o ritmo de cada bebé
Entre os 6 e os 8 meses atravessa-se uma fase rica em descobertas, desafios e evolução, tanto para o bebé como para a família. Desde o desenvolvimento motor à introdução alimentar, cada etapa deve ser vivida com calma, respeito e atenção às necessidades individuais da criança.
Para acompanhar esta fase com tudo o que precisa, explore a gama de produtos disponíveis na Continente e encontre soluções práticas para o dia a dia do seu bebé.
Perguntas frequentes sobre bebé de 6 aos 8 meses
É natural que surjam dúvidas ao longo desta fase de crescimento e adaptação. Reunimos algumas das perguntas mais frequentes para ajudar a esclarecer os temas principais.
Quando devo iniciar a introdução alimentar?
O leite deixa de ser importante após iniciar os sólidos?
Qual o melhor método de introdução alimentar?
É normal o bebé rejeitar alimentos no início?
Como saber se o bebé está engasgado ou apenas com reflexo de gag?
Quando surgem os primeiros dentes?
Como facilitar a adaptação ao berçário?