Rafeiro Alentejano
Raças de Cão

Rafeiro Alentejano: lealdade a toda a prova

Grande, atento e nobre. Assim é o Rafeiro Alentejano, uma visão imponente. Descubra tudo sobre esta raça que alia uma personalidade vincada a uma lealdade inabalável.

Nada escapa ao olhar atento, ao bom olfato e à excelente audição do Rafeiro Alentejano. Quem o tiver por perto, não precisa de temer intrusos ou outros animais dentro de propriedade privada.

Muito leal, de temperamento ativo e personalidade vincada, características que fazem do Rafeiro Alentejano um cão que necessita de supervisão para estar junto a crianças. Descubra tudo o que precisa de saber sobre esta raça.

História e Origem

O Rafeiro Alentejano é um cão de pastoreio, cujas origens remontam precisamente à proteção do rebanho de forma autónoma e fiel.

A sua história faz jus ao nome: crê-se que a raça tenha tido origem na região do Alentejo, tendo sido o resultado do cruzamento entre a raça Serra da Estrela e Mastim Espanhol.

Com o avanço da industrialização, o Rafeiro do Alentejo tornou-se cada vez mais raro. No início do século XX, estes cães estavam quase extintos. Resgatados por um pequeno grupo de entusiastas chegam, aos dias de hoje, como espécie reconhecida pela Federação Cinológica Internacional (FCI).

Tamanho

O Rafeiro do Alentejo tem um aspeto físico imponente. Pode chegar a cerca de 75 cm de altura e pesar cerca de 50 Kg.

O corpo deste animal é grande e musculoso, orelhas médias e cabeça volumosa. Os seus olhos são expressivos, e estão sempre atentos ao que se passa ao redor.

Pelagem

O pelo denso e liso deste cão de pastoreio português é de tamanho curto a médio com uma camada que lhe oferece uma proteção ideal em qualquer clima.

A tonalidade da pelagem do Rafeiro Alentejano pode ser preta, cinza, castanho ou amarelo, com e sem manchas brancas. Também existem exemplares de cor branca com manchas amarelas, bem como outros malhados ou tigrados. Estes são, igualmente, considerados como padrões típicos da raça.

A pelagem deve receber cuidados semanais de escovagem. Essa frequência deve aumentar na fase da renovação do pelo.Estes cães possuem uma camada de óleo protetora na pele, sendo que os banhos não devem ser muito frequentes. Só assim é possível manter essa barreira natural.

Personalidade

O Rafeiro do Alentejo é um animal calmo, seguro de si, com um caráter nobre e digno. No entanto, não se adapta facilmente ao estilo de vida citadino. Precisa de espaço e exercício constante.

Tem um instinto protetor e um carácter independente. Contudo, são considerados bons cães para conviver com crianças, sendo sempre importante manter a supervisão.

Para que o Rafeiro do Alentejo seja mais sociável, deve iniciar o treino o mais cedo possível. Só assim será possível diminuir comportamentos problemáticos. Sem uma socialização precoce e uma educação firme e consistente, não se deixa dominar.

Um treino lúdico, recompensado com petiscos, não é suficiente para educar este cão incorruptível. O Rafeiro do Alentejo quer ser levado a sério. Educá-lo exige experiência e habilidade, mas também muita paciência e compreensão para atender às necessidades deste poderoso cão de guarda.

Alimentação

O Rafeiro do Alentejo deve seguir uma dieta equilibrada. As refeições devem fornecer muita energia quando estão na idade adulta, e menor quantidade de proteína quando são cachorrinhos.

Dessa forma, garante que o seu desenvolvimento aconteça de forma adequada. Cães adultos podem receber, além da ração de qualidade, outros alimentos como legumes, carnes e arroz, para complementar a sua nutrição.

Problemas de saúde mais comuns

O Rafeiro é um cão muito robusto, cuja esperança de vida é relativamente alta, situando-se entre 12 e 14 anos.

No entanto, como todos os cães do seu tamanho e estrutura, podem sofrer de problemas ao nível das articulações, como displasia da anca ou displasia do cotovelo. 

Seja pelo seu poderoso porte físico, ou pela sua personalidade livre e independente, o Rafeiro do Alentejo é um cão especial. A sua natureza é forte e dominante, marcado por uma liberdade e autenticidade ímpares, o que leva a que a obediência apenas se conquiste com muita dedicação e empenho durante os treinos.