Nutrição

Ervas aromáticas: toque de sabor

Conheça as diferentes ervas aromáticas e em que tipo de cozinhados as deve utilizar. Saiba mais aqui.
As ervas aromáticas podem transformar uma refeição de rotina num momento inesquecível de puro prazer. Além de intensificarem os aromas do prato, também apresentam um poder antioxidante significativo e facilitam a redução de sal na alimentação, tornando as refeições mais saudáveis e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. Descubra as principais vantagens de consumir ervas aromáticas.

Os benefícios de ervas aromáticas

Estes são os principais benefícios das ervas aromáticas.

Valor antioxidante

A presença de ervas aromáticas numa salada, por exemplo, pode mesmo duplicar o seu poder antioxidante. E misturar ervas e especiarias, na carne antes de ser cozinhada previne da formação de substâncias oxidantes derivadas da gordura da carne e que são prejudiciais às nossas células.

As substâncias antioxidantes presentes nas ervas aromáticas, ao contrário das vitaminas, são resistentes a fenómenos como subidas elevadas de temperatura ou desidratação de alimentos.

Alternativa ao sal

O excesso de sal é reconhecido como um fator de risco
muito importante para uma tensão arterial elevada, doenças cardiovasculares e cancro do estômago. As ervas aromáticas são um excelente instrumento a adicionar às suas receitas e reduzir o consumo global de sal.

Maior consumo de vegetais

O aumento do consumo vegetais é constantemente visto como uma das prioridades para uma alimentação mais saudável. Nesse sentido, têm surgido cada vez mais estudos a demonstrar que ao acrescentarmos ervas aromáticas às nossas saladas e pratos com vegetais, conseguimos melhorar o sabor e, assim, aumentar a quantidade de vegetais consumidos, em especial nas crianças e jovens.

Tipos de ervas aromáticas

Nas lojas Continente pode encontrar, entre outras, as seguintes variedades de ervas aromáticas.

Salsa

Com formato de arbusto, a sua folhagem pode ser lisa ou frisada, mas o sabor ligeiramente picante é idêntico em ambas as variedades.  É uma das ervas aromáticas mais utilizadas em todo o mundo. As folhas e talos servem para realçar o sabor de peixes, frutos do mar, carnes vermelhas, aves, legumes, ovos, sopas, molhos ou massas.

Coentros

Tem forma de arbusto, com folhas recortadas e flores brancas delicadas. É uma erva fortemente aromática, pode-se dizer que é “multifacetada”, já que as suas folhas, raízes, caules e sementes têm gostos diferentes. Muito usada na gastronomia alentejana, imprime um sabor exótico aos cozinhados e liga bem com açordas, caldeiradas, peixe, carne assada, molhos e saladas. 

Louro

As suas folhas, frescas ou secas, são muito utilizadas em ramos de cheiro. O louro vai bem com quase todos os tipos de pratos salgados, aromatizando-os de uma forma muito particular.

Manjericão

Florido e perfumado, em formato de pequeno arbusto, as suas ramificações são cobertas por folhas verdes, brilhantes e rijas. Quanto mais jovens forem os rebentos, mais condimentadas são as suas folhas. O seu aroma e sabor forte é inconfundível. É muito usado na gastronomia italiana e francesa, “casa” especialmente bem com tomate e é ótimo em saladas, pizas, carne, peixe e aves. Para preservar o seu sabor, as folhas devem ser um dos últimos ingredientes a adicionar ao prato.
 
Cebolinho

Planta aromática da mesma família do alho e da cebola, embora com um sabor mais subtil e discreto. As suas folhas são finas e cilíndricas, semelhantes às das cebolas.  É um excelente aromatizante de sopas, saladas, queijo fresco e requeijão, batatas assadas e pratos feitos à base de ovos. Deve ser cortado à tesoura e não picado. Adiciona-se aos cozinhados no final da confeção para que o seu sabor não se perca. 

Tomilho

Faz parte da família da menta e as suas folhas são pequenas, verde-acinzentadas, com um aroma delicado e seco. É perfeito para sopas, guisados, cozidos e pratos de carne e peixe. Utiliza-se fresco ou seco, sobretudo em refeições cozinhadas, mas pode também ser usado em saladas ou molhos.

Orégãos

Com forma de arbusto, surge em diversas espécies, com plantas que incluem folhas verdes ou douradas, assim como flores brancas e lilases. Os portugueses, italianos e gregos são adeptos do uso desta erva na sua gastronomia. Em Portugal, não há prato de caracóis que não seja aromatizado por ela, os italianos não a dispensam nas pizzas e os gregos nas suas saladas. Liga bem com carne, frango, legumes, queijo e ovos.

Hortelã-pimenta

Existem várias espécies de hortelã com propriedades muito semelhantes. O seu aroma forte deve-se à grande concentração de mentol que possui. É uma das mais importantes ervas culinárias, sendo mesmo indispensável na gastronomia árabe. No mundo ocidental a sua utilização está cada vez mais presente em combinações invulgares e saborosas, como gelados, sumos, cocktails e doces. É ótima também em assados ou estufados de borrego, sopas e almôndegas e molhos picantes de frutas e especiarias. 

Alecrim

Arbusto de pequeno porte, com folhas de um verde escuro, duras e resistentes. Tem um sabor forte e ligeiramente canforado, pelo que deve ser usado com moderação e sempre picado finamente. É ideal para perfumar carnes (borrego, porco etc). Os pés inteiros de alecrim são uma base excelente para grelhar aves. Além disso, pode usá-lo em sopas, molhos, legumes, arroz, misturado na maionese e ainda, quando em infusão, em cremes e molhos doces e gelados. 

Origem das ervas aromáticas

As ervas aromáticas, ao longo da história da humanidade, foram consideradas  uma moeda de troca importante e um símbolo de luxo.

O consumo de ervas aromáticas é uma excelente forma de reduzir o consumo de sal

A sua importância causou inúmeros conflitos com vista à monopolização do comércio das especiarias. Os registos mais antigos datam de há mais de 6.000 anos, altura em que terão sido utilizadas por povos do norte da Europa.

O seu uso era apreciado em sociedades como a Mesopotâmia ou o Antigo Egito, não só pelo sabor, cor e aroma que entregava aos alimentos, mas também pelo enorme poder de conservação que proporcionava à comida. Além disso, sabe-se que as ervas aromáticas eram conhecidas pelas suas propriedades medicinais na Europa, já desde os tempos da Idade Média.

Como escolher e conservar

Escolha ervas frescas sem sinal de desidratação e sem folhas amarelas ou com manchas.

Para conservar, existem diferentes formas.

Refrigeração

Coloque as ervas a uma temperatura entre os 4ºC e os 6ºC. Não devem ser armazenadas por longos períodos de tempo.

Secagem ao ar

Faça pequenos molhos, enrole-os em papel absorvente ou num pano fino, para protegê-los das poeiras e da luz, e pendure-os pelo pé num lugar quente, seco e arejado. As ervas estarão secas quando as folhas e os caules se apresentarem quebradiços.

Secagem no forno

Regule o forno no mínimo. Utilize a grelha, coberta com papel de cozinha ou um pano macio e fino. Lave as ervas em água corrente e escorra-as bem. Coloque-as sobre a grelha e leve-as ao forno, deixando a porta ligeiramente entreaberta. Vire as ervas ao fim de 30 minutos para garantir uma secagem regular. Deixe-as no forno até as folhas estarem quebradiças (cerca de 1 hora).

Introduza ervas aromáticas na alimentação

As ervas aromáticas são uma fantástica adição às suas receitas. Não só oferecem um poder antioxidante benéfico para a sua saúde, como também reduzem eficazmente o consumo de sal, prevenindo o aparecimento de doenças cardiovasculares. Os seus aromas perfumados e diversos tornam este produto um ingrediente essencial para todos.