Queijos

Queijo: estes são os principais benefícios

Descubra quais os tipos, texturas e sabores de Queijo que existem e como pode adicioná-los á sua alimentação. Saiba mais.
O queijo é um alimento valioso do ponto de vista nutricional, pois é rico em proteínas de elevado valor biológico e excelente fornecedor de cálcio, tornando-se num alimento de destaque para todas as idades. Conheça a breve história do queijo, bem como os seus tipos e benefícios associados.

As vantagens do Queijo

O queijo é um alimento que apresenta muito sabor, vitaminas e minerais. É de destacar a elevada presença de cálcio, um mineral que é facilmente assimilado e utilizado pelo nosso organismo. Das vitaminas e minerais mais importantes no queijo destacam-se:
  • Vitamina A: fundamental no processo de visão, órgãos reprodutores e sistema imunitário.
  • Vitamina B2: essencial no crescimento e reparação dos tecidos, é crucial nos processos de obtenção de energia por parte do corpo humano.
  • Vitamina B12: responsável pelo funcionamento normal de todas as células, especialmente as do aparelho digestivo, do sistema nervoso e medula óssea.
  • Magnésio e fósforo: participa na constituição e desenvolvimento dos ossos e dentes, juntamente com o cálcio.
  • Cálcio: ajuda a manter os ossos saudáveis e fortes, prevenindo doenças como a osteoporose e ajuda a equilibrar a flora intestinal.
  • Zinco: papel vital no metabolismo proteico e sistema imunitário.
Segundo a Roda dos Alimentos, a recomendação diária de queijo é de uma porção correspondente a meio requeijão (100g), um quarto de queijo fresco (50g) ou duas fatias finas de queijo (40g).

Tipos de Queijo

Os queijos podem ser distinguidos e classificados, segundo vários parâmetros como:
  • O estado de cura, que se pode apresentar sob a forma de queijo fresco ou curado pela ação de bolores.
  • A composição, que corresponde à presença, ou não, de adição de géneros alimentícios diferentes do alimento.
  • A consistência, que é classificada consoante a percentagem de humidade presente em cada tipo de queijo (pasta mole, semimole, semidura, dura ou extradura).
  • A matéria gorda, que é diferenciada com base na percentagem de matéria no extrato seco.
A enorme variedade de queijos é possível em função do tipo de leite, teor de gordura, bactérias e leveduras, técnicas de produção, tempo de maturação e aromatizantes utilizados (ervas, especiarias, etc.).

Estes são os géneros mais comuns.

Queijos de pasta mole

Têm sabor suave e são fáceis de barrar, não sofrem maturação e não têm adição de conservantes. Têm por isso um período de validade limitado. Como exemplos, destacam-se o queijo fresco de vaca e cabra, o feta e mozarela.

Queijos semi-macios

Têm sabor suave e um elevado teor de humidade. São bons exemplos o queijo Munster, Port Salut e Harvati.

Queijos semi-macios a firmes

Têm um sabor e aroma marcado, como o queijo Emmental, Gruyère, Edam e Gouda.

Queijos semi-duros a duros

São queijos sujeitos a uma maior pressão e tempo de maturação, o que lhes confere um baixo teor de humidade. Se procura estes queijos com estas propriedades, prefira o Cheddar, de origem inglesa, mas produzido a nível mundial.

Designações como “light” não significam que o queijo seja magro.


Queijos duros

São queijos para ralar e ofrem maturação durante meses ou anos, como o queijo Parmesão.

Queijos com bolores

Resultam da adição de fungos específicos que lhes conferem cor, sabor, aroma e textura singulares. O queijo Brie e Camembert sofrem maturação de fora para dentro, devido ao bolor branco. Nos queijos azuis, como o Roquefort e o Gorgonzola, o bolor desenvolve-se de dentro para fora do queijo, à medida que este amadurece e confere-lhe a tonalidade azul ou esverdeada.

Queijos fundidos

São queijos tradicionais aos quais se adicionam conservantes, corantes, leite e um maior teor de sal. Têm consistência firme e derretem facilmente.

Breve história do Queijo

Apesar de não se saber em que época a produção de queijo teve a sua origem, as evidências sugerem que é um dos alimentos mais antigos conhecidos da humanidade. É, por exemplo, anterior à manteiga.

Na Idade Média, o fabrico dos queijos ocorria somente nos mosteiros católicos, onde as receitas estavam a cargo dos monges. Sabe-se que o desenvolvimento do consumo deste alimento ocorreu durante o século XIX, devido à descoberta da pasteurização e à transição para o fabrico industrial.

Como consumir Queijo

Dê preferência a queijo que apresente um teor de gordura baixo. Para tal, é importante verificar a informação por 100g e não só por porção, pois essa pode ser variável.

Tenha especial atenção a designações como “light”, pois isso não significa que o queijo seja magro. O significa é que o queijo teve uma redução de, pelo menos, 30% no seu valor calórico.

Pessoas com colesterol, que apreciem consumir queijo, devem ter em consideração que a gordura do queijo é, essencialmente, saturada. Pelo que se deve optar por opções como o queijo fresco magro.

O consumidor intolerante à lactose não necessita de excluir todos os laticínios da sua alimentação. Existem determinados tipos de queijos que desdobram a lactose em glicose e galactose, sendo mais facilmente digeridos pelo organismo. Contudo, se o seu grau de intolerância for elevado, poderá optar pelas versões sem lactose.

O que é que o Queijo tem?

Apesar do elevado teor de gordura, presente em vários tipos de queijo, este alimento ancestral é também rico em proteínas, vitaminas e minerais essenciais para o organismo. Através de uma dieta completa e equilibrada, o queijo deve ser consumido como alimento auxiliar para a reposição de cálcio nos ossos, tendo efeitos positivos na luta contra doenças como a osteoporose.