Tendências

O que são as garrafas Magnum?

Sommelier Teresa Gomes a segurar um copo com vinho tinto

Teresa Gomes

Sommelier & Wine Educator

Sabia que só em meados do século XIX se descobriu o processo para fazer uma garrafa normalizada. As garrafas Magnum, com o dobro da garrafa "normal", supreendem para o padrão dos dias de hoje.
Sommelier Teresa Gomes a segurar um copo com vinho tinto

Teresa Gomes

Sommelier & Wine Educator

Hoje, sempre que falamos de uma garrafa de vinho, estamo-nos a referir a uma garrafa com 75 Centilitros de capacidade, mas nem sempre foi assim. As garrafas Magnum, de maior dimensão, são a recordação perfeita que a produção de vinho tem um longo passado e que não há uma só forma de o degustar. Mas as vantagens não ficam por aqui.

O que são garrafas Magnum

O formato Magnum, com o dobro da capacidade de uma garrafa normal, ou seja, 1,5 litros, tem virtudes que justificam a escolha dos consumidores. Estas são as vantagens de preferir estas garrafas.

Convívio

Ao conter mais vinho, revela-se adequado para reuniões de amigos ou celebrações em família. Os acontecimentos felizes prolongam-se apenas com metade das pausas para a abertura de garrafas.

Envelhecimento

Para além da utilidade imediata, este formato maior, sempre que estimado e bem guardado na garrafeira, possibilita que o líquido evolua mais lentamente, ampliando significativamente o tempo ótimo de evolução. A revelação do vinho que a garrafa encerra, seja branco ou tinto, seco ou doce, com ou sem efervescência, é assim uma experiência diferente.

Mas foram precisos séculos de evolução e a união de vários países para chegarmos ao padrão de garrafas que se encontra atualmente.

Origem das garrafas Magnum

A padronização do volume das garrafas de vinho é relativamente recente. A normalização dos volumes das garrafas de vinho só surgiu no início da década de 1970, por imposição legislativa da União Europeia. Até essa data, cada país e região produtora perfilhava volumes distintos que reproduziam tradições históricas próprias.

Nos séculos XVII e XVIII era ilegal vender vinho engarrafado, devido ao tamanho das garrafas não ser heterogéneo. O vinho era então medido e só depois engarrafado e rolhado.

Só em meados do século XIX se descobriu um processo (com um molde) de fazer uma garrafa normalizada. O soprador introduzia a massa de vidro e soprava dentro de um molde aberto de argila, madeira ou metal. O molde aberto servia para determinar o volume do corpo da garrafa, trabalhando-se primeiro o ombro da mesma e depois o conjunto.

No entanto, continuava a não haver acordo quanto à capacidade, havendo garrafas de 700ml, 750ml e 800ml. Apenas em 1894, na região de Cognac em França, apareceu a primeira máquina para fazer garrafas.

Hoje em dia, além da normal “garrafa” de vinho existem outras com capacidades diferentes e de fácil acesso. Por exemplo a meia-garrafa (0,375 litro) ou a garrafa Magnum (1,5 litro).

Quando escolher uma garrafa Magnum?

A garrafa Magnum, é muitas das vezes escolhida para engarrafar vinhos Tintos de gama superior, pois nestas garrafas o vinho envelhece mais lentamente.

Para uma festa ou ocasião especial, com muitos familiares e amigos, abrir uma garrafa com estas dimensões, será certamente um momento que todos vão recordar. Irá servir cerca de dez a doze copos de vinho.  Como sugestão para um momento especial indico o vinho tinto Mula Velha em garrafa Magnum.

Sozinho, a dois ou em grupo, aprecie um vinho num formato de garrafa diferente, adequado à ocasião.