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Probióticos e prebióticos: o que são, onde estão e cuidados a ter

Descubra o que são os probióticos e prebióticos, os seus benefícios e em que alimentos se encontram. Saiba como incluí-los com segurança no dia a dia.
Probioticos Prebioticos

Atualizado a 01/02/2024

Sabia que o nosso intestino alberga mais de cem mil milhões de microrganismos, um verdadeiro exército invisível que nos acompanha desde o nascimento? A este conjunto de bactérias, vírus e outros micróbios deu-se o nome de microbiota intestinal. Quando esta microbiota é rica e diversificada, a saúde agradece: porque ajuda a digerir os alimentos e a reforçar o sistema imunitário.

Para cuidar bem desta comunidade “amiga”, destacam-se os probióticos e os prebióticos. Saiba como incluir estes aliados naturais na sua alimentação para cuidar melhor da sua saúde.

O que são probióticos


Os probióticos são organismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal e para o correto funcionamento do organismo contra bactérias nocivas.

Probióticos naturais


Os probióticos são conhecidos como “bactérias benéficas” e podem já existir naturalmente no organismo, nomeadamente no intestino. Mas alguns alimentos têm na sua composição estes microrganismos, como alguns iogurtes (ex.: Lactobacillus ou Bifidobacterium), leites e outros alimentos fermentados.

Porém, para serem considerados probióticos têm de respeitar algumas condições:

  • Devem estar vivos quando ingeridos e resistir à digestão até chegarem ao cólon;
  • As estirpes (tipos) de bactérias têm de estar identificadas;
  • Tem de existir evidência científica dos seus benefícios para a saúde.

Alimentos com microrganismos vivos (fontes de probióticos)


  • Iogurte com culturas vivas;
  • Kefir;
  • Chucrute e kimchi não pasteurizados;
  • Miso e tempeh;
  • Kombucha;
  • Alguns queijos com culturas vivas.

Não confundir probióticos com alimentos fermentados


Nem todos os alimentos fermentados contêm probióticos em número e estirpe adequados. Muitos são saudáveis por outras razões, mas não cumprem os critérios para serem chamados probióticos.

O que são prebióticos


Prebióticos são substâncias (geralmente fibras fermentáveis) utilizadas de forma seletiva por microrganismos benéficos do intestino, com benefícios para a nossa saúde. Na prática, funcionam como o “combustível” das bactérias “boas”.

Alimentos ricos em prebióticos


Prebiótico vs probiótico


Um probiótico é um microrganismo vivo que, em estirpe e dose adequadas, produz benefícios para a saúde humana.

Um prebiótico é uma substância (geralmente fibra) que serve de alimento preferencial para esses microrganismos benéficos. Alimentando seletivamente as bactérias que vivem no intestino ou que são ingeridas como probióticos, os prebióticos ajudam-nas a prosperar e a atuar de forma benéfica.

Simbióticos


Quando juntamos microrganismos vivos com substratos que estes utilizam seletivamente e essa junção traz benefícios, temos um simbiótico.

Em resumo: os prebióticos não são bactérias, funcionam como substrato alimentar que favorece as bactérias benéficas, tanto as da microbiota natural quanto as introduzidas pelos probióticos, permitindo que realizem as suas funções benéficas.

A combinação de um probiótico com o seu prebiótico correspondente é chamada de simbiótico.

Probióticos: benefícios para a saúde intestinal e imunitária


Os probióticos, quando escolhidos e utilizados de forma adequada, podem trazer diversos benefícios para a saúde. No entanto, é importante lembrar que os efeitos variam consoante a estirpe utilizada, a dose e o perfil de cada um. Reunimos os principais benefícios observados em estudos científicos:

Saúde digestiva


  • Podem ajudar a aliviar sintomas de diarreia aguda, sobretudo em crianças, e a prevenir a diarreia associada ao uso de antibióticos;
  • Algumas estirpes ajudam na digestão da lactose, sendo úteis em pessoas com intolerância;
  • Em algumas doenças inflamatórias intestinais, como a colite ulcerativa, foi observada melhoria de sintomas com estirpes específicas. No caso da doença de Crohn, a evidência é ainda limitada e menos consistente.

Sistema imunitário e inflamação


  • Determinadas estirpes probióticas contribuem para reforçar a resposta imunitária e ajudar na regulação da inflamação;
  • Estudos sugerem que a utilização regular de probióticos pode reduzir o risco de infeções intestinais e respiratórias leves, em especial em crianças e idosos.

Metabolismo e peso corporal


  • Algumas investigações apontam para efeitos positivos na regulação da glicemia (açúcar no sangue) em pessoas com diabetes tipo 2;
  • Certas estirpes parecem também ter um impacto modesto na perda de peso e na redução da gordura abdominal em pessoas com excesso de peso, embora sejam necessários mais estudos para confirmar estes efeitos a longo prazo.

Bem-estar mental (eixo intestino-cérebro)


  • Há crescente interesse científico sobre a ligação entre o intestino e o cérebro. Meta-análises recentes indicam que alguns probióticos podem ajudar a aliviar sintomas ligeiros de ansiedade e de depressão.
Estes efeitos não substituem qualquer tratamento médico, mas podem ser complementares, sempre sob orientação de um profissional de saúde.

Nem todos os probióticos têm os mesmos efeitos. Para obter benefícios reais, é essencial escolher produtos que contenham estirpes estudadas e em doses adequadas. Consulte sempre um profissional de saúde antes de iniciar qualquer suplemento.

Qual o melhor probiótico para o intestino


Não existe um “melhor” probiótico igual para toda a gente. O efeito depende do objetivo, da estirpe usada (género, espécie e código da estirpe), da dose e do tempo de utilização.

A regra de ouro é escolher produtos com estirpes claramente identificadas no rótulo, Colony Forming Units - CFU (Unidades Formadoras de Colónias), garantidas até ao fim do prazo e com benefício estudado em humanos.

Alguns exemplos:

  • Diarreia (aguda ou associada a antibióticos): Lactobacillus rhamnosus GG e Saccharomyces boulardii estão entre as estirpes mais estudadas para reduzir a duração e o risco;
  • Intolerância à lactose: iogurtes com culturas vivas (por exemplo, Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus e Streptococcus thermophilus) podem facilitar a digestão da lactose;
  • Obstipação funcional (adultos): algumas estirpes de Bifidobacterium lactis (como BB-12® ou HN019) mostram melhoria do trânsito intestinal. Associar prebióticos (inulina, FOS) pode ajudar;
  • Síndrome do Intestino Irritável (SII): certas estirpes de Bifidobacterium (por exemplo, 35624) demonstraram benefício em sintomas como inchaço e dor, em alguns estudos;
  • Doença inflamatória intestinal: a evidência é mais consistente na colite ulcerosa (por exemplo, combinações multicepas). Na doença de Crohn, é limitada.

As crianças podem consumir probióticos


Os probióticos podem ajudar a equilibrar a microbiota intestinal das crianças e, em alguns casos, reduzir a duração da diarreia (por exemplo, após infeções gastrointestinais) ou diminuir o risco de diarreia associada a antibióticos.

Existem também evidências de benefício em situações específicas, como cólicas em alguns lactentes (com estirpes estudadas) e prevenção de eczema (dermatite atópica), em determinados contextos. Importa, porém, sublinhar: os efeitos dependem sempre da estirpe, da dose e da criança. Não há um probiótico universal.

Em crianças saudáveis, os probióticos são geralmente bem tolerados. Fale sempre com o pediatra no caso de bebés muito pequenos, prematuros, crianças com doença grave, internadas ou com imunidade diminuída. Nestas situações, a utilização só deve ser feita com supervisão clínica.

Interrompa e procure aconselhamento se surgirem sinais de alarme (febre persistente, sangue nas fezes, desidratação, dor abdominal intensa).

Tomar probióticos de manhã ou à noite?


Esta é uma dúvida muito frequente sobre a toma de probióticos. Não há uma regra sobre se é melhor tomar probióticos de manhã ou à noite, uma vez que não foram confirmadas diferenças significativas em cada período.

Como conseguir combinações simbióticas no dia a dia


Pequeno-almoço


Meio da manhã e Lanche


Almoço


  • Salada de arroz integral cozido e arrefecido (forma-se amido resistente), legumes crus ricos em prebióticos (cebola, alho francês, chicória) e 2 colheres de sopa de chucrute ou kimchi não pasteurizado;
  • Sopa miso (diluir a pasta fora da fervura) com tofu e espargos ou alcachofra salteados;
  • Tempeh salteado com legumes e finalizado com pickles naturais ou chucrute não pasteurizado.

Jantar


  • Batata ou batata-doce cozida e arrefecida (amido resistente) em salada, molho de kefir (juntar no fim) e ervas;
  • Queijo com culturas vivas (por exemplo, alguns queijos frescos), salada com leguminosas (grão, feijão, lentilhas) e folhas.

Cuidados para não “matar” as culturas


  • Não aquecer: adicione o iogurte, kefir ou miso no fim, longe da fervura;
  • Rótulos: prefira produtos refrigerados com a menção “culturas vivas/ativas”;
  • Antibióticos: se estiver a tomar, deixe aproximadamente duas horas entre o antibiótico e o alimento ou suplemento probiótico.

Advertências e limitações científicas


Nem todos os probióticos são iguais e nem sempre resultam para todos


Como já foi referido, os efeitos dependem da estirpe, da dose e do tempo de uso. Não existe um “melhor” probiótico universal, nem uma hierarquia clara entre produtos. As próprias diretrizes internacionais indicam que não há evidência comparativa para os classificar por eficácia e que os benefícios variam entre condições e populações.

Produtos rotulados como probiótico podem não ter benefício comprovado


Fontes oficiais sublinham que nem todos os alimentos e suplementos rotulados como probióticos têm benefícios demonstrados em humanos.

São, geralmente, seguros em pessoas saudáveis, mas há exceções


  • Pessoas com imunidade comprometida, doença grave ou em internamento: têm sido descritos casos raros de infeção (por exemplo, bacteriemia por Lactobacillus em doentes críticos). As diretrizes aconselham a restringir o uso a estirpes e indicações com eficácia demonstrada e apenas sob supervisão clínica nestes contextos. Recém-nascidos pré-termo requerem especial prudência;
  • Crianças, grávidas, idosos frágeis: regra geral, devem procurar aconselhamento antes de iniciar suplementos. Para a população saudável, os probióticos são tendencialmente bem tolerados;
  • Efeitos gastrointestinais com prebióticos: gases, distensão e desconforto são comuns quando se começa (ou se usam doses altas). Introduza gradualmente para permitir a adaptação. Ensaios e guias de consumidores relatam boa tolerância em doses moderadas e mais sintomas com doses elevadas.

Rótulos e qualidade


Opte por produtos que indiquem estirpe completa (género, espécie e código), CFU garantidas até ao fim do prazo (não apenas “no fabrico”), dose e porção, condições de conservação e benefício ou indicação suportados por evidência.

Expectativas realistas


Os efeitos são, muitas vezes, modestos e diferentes entre pessoas. Os probióticos e prebióticos não substituem tratamentos médicos ou uma alimentação equilibrada rica em fibra. Funcionam como complemento quando bem escolhidos e usados.

Continente, onde encontra as opções alimentares saudáveis para toda a família


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